MÃE TERRA

"TUDO O QUE EXISTE E VIVE PRECISA SER CUIDADO PARA CONTINUAR A EXISTIR E A VIVER:UMA PLANTA,UM ANIMAL,UMA CRIANÇA,UM IDOSO,O PLANETA TERRA"

Leonardo Boff

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Secretaria da Saúde de Cotia promoverá Semana ao Aleitamento Materno

A Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, promoverá de 1º a 5 de agosto, a semana de estímulo ao aleitamento materno. O lançamento da campanha de aleitamento 2011 acontecerá no dia 1º de agosto, com a presença de autoridades, profissionais da saúde, gestantes e mães do município, além das atividades, palestras, distribuição de material informativo e brindes.
De acordo com o Secretário da Saúde, Antonio Melo, a campanha é fundamental para atingir os objetivos na redução da mortalidade materna e infantil. "O leite materno é o alimento mais completo e nutritivo para garantir o pleno desenvolvimento da criança, exclusivo até os seis meses de vida e depois conciliado com outros alimentos até os dois anos de idade, como preconiza o Ministério da Saúde", destacou o secretário.
Para a coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente, Dra. Liamara D’Angelis, a campanha pretende sensibilizar e orientar as futuras mamães sobre a importância e vantagens do aleitamento materno para o desenvolvimento saudável das crianças, além de estreitar o vínculo de afeto e confiança entre a mãe e o bebê. “É fundamental lembrar que todo o contexto familiar pode e deve colaborar com este momento único vivenciado pela mãe. Vamos esclarecer durante a semana de aleitamento, por exemplo, sobre o que acontece quando as crianças são amamentadas com os famosos leites de caixinha”, destacou a coordenadora municipal.
Segundo a Secretaria da Saúde todas as unidades de saúde do município contarão com uma programação especial, durante a semana de incentivo ao aleitamento materno.
Lançamento da Campanha de Aleitamento Materno
Dia: 1º de agosto
Local: antigo prédio da CESEP- que fica na Rua Jorge Caixe, 306 Portão.
Horário: 9h.
Maiores informações pelo telefone: 4616-0800.

Expositores da Ecofeira (COTIA) são capacitados pelo SENAR



DA PREFEITURA DE COTIA
A Ecofeira Granja Vianna é um evento mensal que acontece desde setembro de 2010, com o objetivo de valorizar a produção de alimentos orgânicos, artesanato e alimentos saúdáveis, por meio do incentivo à comercialização dos produtos.
Cerca de 55 expositores participam hoje das Ecofeiras, numa organização conjunta da Prefeitura de Cotia, através da Secretaria de Cultura e Turismo, Site Granja Viana, Faculdade Mário Schenberg, Movimento Transition Town e Escola Granja Viana.
Para aperfeiçoamento da organização das Ecofeiras e maior envolvimento dos expositores na condução do processo, aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de julho uma capacitação dirigida para Técnicas e Formas de Organização Comunitária, dentro das opções disponibilizadas pelo SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural para Cotia. O curso aconteceu no Sítio Anhangá, em Caucaia do Alto.
A facilitadora do SENAR, Dora Pedroso, conduziu durante os três dias de curso a reflexão sobre o papel de cada expositor para o sucesso do evento, bem como a construção coletiva do projeto Ecofeiras. Os cursos do SENAR é uma parceria entre a Prefeitura de Cotia e Sindicato Rural.
“A proposta é que o grupo de expositores da Ecofeira caminhe para a auto-gestão e, para que isso ocorra de maneira efetiva, o curso do SENAR foi uma parte importante do processo”, ressaltou a diretora de turismo Cristina Oka. “Na capacitação, os participantes tiveram noção das diferentes possibilidades associativas, além de discutirem parâmetros de engajamento na organização”, finalizou.
A próxima Ecofeira ocorrerá no dia 7 de agosto, das 9 às 14 horas, na Escola Granja Viana, localizada na Avenida José Félix de Oliveira 1270

Fonte:Conteudo Independente
EXEMPLO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A secretaria do Meio Ambiente e Agricultura da cidade de Cotia desenvolve um projeto junto as escolas Estaduais, Municipais e particulares sobre educação ambiental na cidade. O projeto "árvore para todos". Nele técnicos ensinam as crianças a cuidar da terra, plantar, reconhecer a importância da biodiversidade, e a cuidar de espaços verdes. As escolas realizarão trabalho de construção de canteiros verticais, hortas suspensas, passeatas, entre outras. Os técnicos ambientais criarão o projeto para que a população interaja cada vez mais com a natureza.

Informações:4614 4014
MEIO AMBIENTE EM VARGEM GRANDE PAULISTA

A NATUREZA PAGANDO O PREÇO DO PROGRESSO

A prefeitura de Vargem Gde Pta vem promovendo entre os jovens um concurso denominado: "concurso jovem pelo verde", que estando em sua segunda edição visa gerar discussões e analises sobre o meio ambiente, incentivando estes jovens a mostrarem trabalhos relacionados ao tema.Com certeza estes jovens terão muito o que discutir e analisar



para ajudar a nossa atual prefeitura a melhorar a lamentável e triste situação ambiental de nosso município.

A criação de uma SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE, antes que não o tenhamos mais, a recuperação de todo o ecossistema afetado com as áreas desmatadas,

a falta de fiscalização perante os abusivos e constantes descartes de entulhos e LIXO praticado por moradores e pela própria prefeitura (vide CI ED.15 ), já serião um árduo começo para esses jovens.

Questiono-me com muita preocupação se todas as áreas verdes atingidas pelos desmatamentos realizado para a construção de condomínios residenciais e industriais, estão sendo replantadas, se esta havendo o reflorestamento de outras áreas para compensar o que está sendo destruído, como consta na atual legislação.

Acredito que os jovens cada vez mais estão adquirindo uma "MENTALIDADE VERDE", e podem ajudar muito sugerindo a nossa prefeitura projetos como a COLETA SELETIVA DE LIXO, a criação de uma cartilha contendo os princípios básicos de sustentabilidade, de responsabilidade social e educação ambiental, projetos que poderiam agregar praticas e conceitos naturais e alternativos ao atual e ainda precario sistema de saúde, entre tantas outras ações. Sabemos que os caminhos para que um município alcance o equilíbrio entre o crescimento ordenado e a preservação do meio ambiente são dificeis e requer muito trabalho e empenho de todos, mas esperamos que a prefeitura de Vargem Grande Paulista não seja hipócrita e nem omissa como costumeiramente vemos acontecer pelo pais. Esperamos que as ações da prefeitura não se resumam em concursos e discursos, e sim em ações fundamentadas em realmente beneficiar o município e seus munícipes, que respeitem seus jovens habitantes que sonham com uma cidade próspera, sustentável e com seu meio ambiente preservado. Parabéns aos nossos "VERDEJANTES JOVENS TALENTOS".

Eletricidade sob suspeita

A hipótese teve o impacto de um choque: as correntes de alta tensão podem causar câncer. Pesquisas em vários países, incluindo o Brasil, tentam saber se isso é verdade. Nada está provado; a desconfiança é forte.

por Flávio Dieguez

As ondas eletromagnéticas são tão comuns que normalmente ninguém se dá conta delas. Estão presentes no calor que o peito da mãe transmite ao bebê, na luz do Sol e das estrelas, nas ondas de rádio e de televisão e também em torno das linhas de alta tensão que transportam pesadas cargas de energia para iluminar as cidades e mover as linhas de montagem industriais. Benéficas servas da humanidade, uma das marcas registradas do século XX, essas ondas estão agora sob a implacável luz de uma grave suspeita: mesmo nas fracas doses emitidas pela rede de distribuição de energia ou pelos eletrodomésticos, dos cobertores elétricos aos aparelhos de TV, dos secadores de cabelo às máquinas de café, elas poderiam causar câncer.
Forma modesta de radiação, as ondas eletromagnéticas se espalham pelo espaço porque a corrente elétrica nos fios não flui numa só direção como se viesse continuamente da hidrelétrica para o consumidor Ela se alterna como um pêndulo, indo e voltando de um pólo a outro. Cria assim forças elétricas e magnéticas à sua volta. O rumo da corrente se inverte sessenta vezes por segundo. Por isso, em linguagem técnica se diz que esse vai-vém representa uma freqüência de 60 hertz e corresponde à energia da radiação emitida. (Nos países europeus, a freqüência utilizada é de 50 hertz). As ondas nessa faixa são designadas pela sigla inglesa ELF. que quer dizer "freqüência extremamente baixa". Elas fazem jus ao nome: para se ter uma idéia de como são fracas, basta compará-las à luz, uma onda eletromagnética que se repete 10 trilhões de vezes por segundo.
Pelo fato de ser muito baixa a radiação emitida, a desconfiança de que ela pudesse conduzir ao câncer foi recebida com compreensível ceticismo. Não obstante a falta de apoio, um pequeno grupo de cientistas trabalhou dez anos no assunto, até que, em 1986, o Congresso dos Estados Unidos mandou estudar a questão e reconheceu que as linhas de transmissão não estão necessariamente isentas de risco. "Está claro que as ondas de baixa energia podem interagir com as células e órgãos e produzir mudanças biológicas", constata um relatório da comissão de assessoramento tecnológico do Congresso, datado de maio do ano passado, ressalvando que ainda não se sabe exatamente o que se passa com os organismos vivos expostos a tais ondas. Mas já não se pode dizer que o risco não existe.
A evidência mais importante havia sido levantada em 1979 pela bióloga e socióloga americana Nancy Wertheimer, da Universidade do Colorado. Ela comparou 900 crianças que viviam perto das linhas de alta tensão e dos transformadores de rua, na cidade de Denver, com outras tantas da mesma idade, que moravam mais longe da rede elétrica. Descobriu assim entre as primeiras uma incidência duas vezes maior de casos de câncer do sangue, ou leucemia — o que sugeriria pelo menos uma possibilidade de que doença e local de moradia estivessem relacionadas. Ignorada a princípio, a conclusão de Nancy foi confirmada em 1986 por uma equipe especialmente cética, chefiada pelo epidemiologista David Savitz, da Universidade da Carolina do Norte.,
A conclusão do estudo de Savitz — patrocinado por um grupo de empresas de eletricidade — surpreendeu a comunidade científica, embora os seus resultados. obtidos a partir de uma amostra com 500 crianças. fossem por assim dizer mais brandos que os da pesquisa de Nancy. Ele apontou no grupo vizinho à rede uma propensão à leucemia uma vez e meia maior do que no outro grupo. Do ponto de vista estritamente estatístico, isso significaria que pelo menos 10 por cento dos casos anuais de leucemia infantil registrados nos Estados Unidos poderiam ter sido causados pela eletricidade.
Em vista disso, a opinião dos especialistas americanos mudou. “Há menos de três anos, ninguém esperava encontrar nada", diz o biólogo Leonard Sagan, do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica de Palo Alto, na Califórnia. "Agora não se pode ignorar o conjunto de evidências." Algumas experiências indicam que as células cancerosas parecem gostar das ondas eletromagnéticas tornando-se mais numerosas e mais fortes quando banhadas por elas. Foi o que mostrou o biólogo Jerry Phillips, do Centro de Pesquisa e Terapia do Câncer, em San Antonio, também na Califórnia. Phillips utilizou dois grupos de células obtidas de pacientes de câncer e submeteu um dos grupos à radiação ELF, aquela de freqüência extremamente baixa. Como resultado, essas últimas células passaram a se multiplicar duas vezes mais rapidamente do que as células do primeiro grupo: em alguns casos a velocidade chegou a ser até vinte vezes maior.
Mesmo depois de afastada a radiação, o efeito se mantinha, mostrando que as células estavam transmitindo a nova aptidão para as suas descendentes, uma herança que se prolongava por centenas de gerações num período de meses. Ou seja, as células cancerosas, que normalmente têm um ritmo desembestado de crescimento, sob efeito da radiação parecem pisar ainda mais fundo no acelerador. Outro pesquisador, o físico Abe Liboff, da Universidade de Oakland, descobriu algo semelhante: sob efeito da radiação, os linfócitos, as células brancas do sangue, tanto normais quanto cancerosas, passam a produzir material genético em excesso, sinal de que estão de prontidão para crescer.
Barry Wilson, um pesquisador de Richland, Estado de Washington, concluiu que as ondas eletromagnéticas reduzem os níveis de melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal, conhecido por prevenir em ratos o câncer da mama. Indícios parecidos foram assinalados por dezenas de especialistas, nos últimos anos. A primeira e até agora única pesquisa brasileira sobre o assunto abrangeu ex-funcionários da Light, no Rio de Janeiro. O epidemiologista Sérgio Koifman, da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fundação Oswaldo Cruz, descobriu que, entre 1 476 trabalhadores da empresa, falecidos de 1965 a 1986, 88 foram portadores de algum tipo de câncer - sempre numa proporção bem maior do que na população carioca em geral. Pelas estatísticas, o câncer no estômago, por exemplo, deveria ter acometido quarenta eletricitários na amostra examinada. Houve nada menos de 55 casos. Koifman verificou ainda uma incidência excessivamente alta de tumores cerebrais entre 202 daqueles 1 476 funcionários, que haviam passado muito tempo próximos de linhas de alta tensão. Isso o convenceu de que existe algum nexo entre a radiação e os males observados — embora o pesquisador advirta que os dados, muito preliminares, não autorizam conclusões taxativas. "Fica difícil, porém, imaginar que o câncer não se associa à radiação", confessa. "Estamos procurando sensibilizar as empresas do setor elétrico para a necessidade de um estudo de grandes proporções a respeito."
O estudo mais ambicioso atualmente se realiza na França e no Canadá, onde a vida de um total de 150 000 trabalhadores do setor de energia elétrica passou a ser minuciosamente esquadrinhada por uma pesquisa cuja meta é responder, com a precisão não alcançada por nenhuma das investigações anteriores, se a intimidade com a radiação de baixa freqüência é realmente prejudicial à saúde. Organizada pela empresa estatal francesa de eletricidade, a EDF, esta é desde já uma das maiores pesquisas epidemiológicas da história, que compreende ainda a análise de cada um dos 2 500 casos de câncer registrados de 1978 a 1988 entre os trabalhadores do setor.
Examinando a ficha profissional dessas pessoas, os especialistas tentam medir as doses radioativas a que elas foram submetidas e compará-las com as doses recebidas por 10 000 trabalhadores sorteados ao acaso, que não apresentaram sintomas de câncer. A comparação permitirá verificar se a doença pode ser atribuída a doses eventualmente excessivas de radiação. Durante vários meses no decorrer do estudo, todo o pessoal envolvido portou nos uniformes pequenos medidores de radiação, de modo a mapear a intensidade das ondas eletromagnéticas nos diversos postos de trabalho.
As primeiras conclusões deverão estar prontas no final de 1991. Mesmo enquanto se espera uma definição clara sobre a verdadeira ameaça representada pelas correntes elétricas, diversas medidas preventivas já estão sendo tomadas. Oito Estados americanos, por exemplo, decidiram impor limites às grandes linhas de energia que cruzam seus territórios. No caso das redes de transmissão, a idéia é programar melhor as novas linhas de modo a evitar, por via das dúvidas, que atravessem regiões populosas, ou passem perto de escolas e creches. Dentro de casa, recomenda-se estudar a disposição dos fios de forma a minimizar os campos de radiação, isto é, a distribuição da energia eletromagnética no espaço. Mas ninguém deve entrar em pânico e começar a jogar fora os seus eletrodomésticos, advertem, sem exceção, todos os especialistas. Dentro desse espírito, as fábricas americanas também estão sendo instadas a redesenhar os eletrodomésticos, ainda que os riscos oferecidos pelos velhos aparelhos convencionais, ao que tudo indica, sejam praticamente zero.
A única precaução imediata se refere aos cobertores elétricos, que só deveriam ser usados para aquecer a cama e desligados na hora de deitar. Esse cuidado está relacionado no relatório do Congresso americano, escrito sob encomenda por uma equipe de cientistas da Universidade Carnegie-Mellon. O epidemiologista David Savitz, da Carolina do Norte, também é cauteloso. "O que sabemos até agora não sugere nenhuma medida drástica de proteção", tranqüiliza.
Supondo, em todo caso, que se estabeleça para além de qualquer dúvida uma relação de causa e efeito entre eletricidade e câncer restaria explicar como se dá essa relação. Por ora, poucos cientistas ousam desenhar os hipotéticos mecanismos pelos quais a débil energia emanada dos fios elétricos poderia afetar o organismo humano. As ameaças conhecidas advêm das forças elétricas e magnéticas criadas por radiações mais potentes, como a dos raios X, empregados nas radiografias, ou a dos raios ultravioleta, emitidos pelo Sol junto com a luz. Esse tipo de onda eletromagnética recebe o nome de radiação ionizante porque é intensa o bastante para arrancar um ou mais elétrons de um átomo e transformá-lo numa partícula eletricamente carregada, chamada íon. Mas essa proeza está bem distante da radiação de 60 hertz, cuja força poderia, no máximo, acelerar íons já existentes no corpo humano.
Por causa dessa força, os íons de cálcio, importantes mensageiros químicos das células, passaram a ser encarados como um dos possíveis alvos da radiação não-ionizante. Segundo o fisiologista americano Ross Adey, de Loma Linda, Califórnia, um dos mais insistentes estudiosos do problema, as ondas eletromagnéticas facilitam o fluxo daqueles íons para fora das células, algo que pode alterar suas funções normais, incluindo o seu ritmo de reprodução, um dado crucial nas transformações cancerosas. A proposta faz sentido, especialmente porque se sabe que, quando a célula é estimulada a crescer, ocorrem mudanças drásticas no seu estoque de íons de carga positiva. Ora, uma das maneiras de saber se uma célula é cancerosa é medir o seu pH, ou seja, o número de cargas positivas. "As células tumorais se caracterizam por ter um pH mais alto", explica a bioquímica e bióloga molecular Mari Armelin, da Universidade de São Paulo. A hipótese de Adey, portanto, pode abrir uma trilha promissora na investigação, embora seja apenas um primeiro passo. Em princípio, a leucemia nada tem a ver com as ondas eletromagnéticas, pois até onde se sabe a doença começa com um desarranjo nos genes — um gene de nome abl, que funciona apenas ocasionalmente, incorpora um pedaço de outro gene e dispara a trabalhar fora de hora, iniciando a transformação maligna. O desarranjo original pode surgir por causa de um vírus, ou pode ser provocado por alguma toxina, como a cafeína ou o alcatrão do cigarro. O resultado final é um aumento desmesurado no número das células do sangue — o crescimento é tão grande que elas passam a competir com o organismo por alimento e o paciente acaba abatido por inanição.
A radiação de baixa freqüência também tem sido associada a diversos outros distúrbios, como a fadiga e a depressão; por causa disso, nos países do Leste europeu existe restrição à intensidade dos campos eletromagnéticos a que as pessoas possam ficar expostas. Na Polônia, por exemplo, a permanência por tempo indeterminado se limita a locais onde a radiação não supera certo patamar — o limite é fixado em termos do campo elétrico e vale 1 quilovolt por metro (ou 1 kV/m). Sob um fio de alta tensão, o campo elétrico chega a 10 kV/m. Na União Soviética, não se admite que alguém permaneça mais de três horas por dia sob um campo de 10 kV/m, ou mais de 10 minutos sob um campo de 20 kV/m. A expectativa é de que, a julgar pelo volume de pesquisas em curso, a preocupante pergunta sobre o nexo entre eletricidade e câncer não demore muito a ser respondida. Pode acontecer, no entanto, que a polêmica persista, à falta de resultados absolutamente conclusivos — o que não é raro em ciência. Nesse caso, como diz David Carpenter diretor da Escola de Saúde Pública do Estado de Nova York, continuaremos a ver a ponta do iceberg sem ter idéia do seu tamanho exato. "E isso nos deve preocupar a todos"




Portas abertas pela radiação
Para explicar os supostos efeitos biológicos da radiação de baixa freqüência, o físico Abe Liboff, da Universidade de Oakland, nos Estados Unidos, está investigando o comportamento dos átomos eletricamente carregados, ou íons, que desempenham papel essencial como mensageiros químicos das células. Os campos de força criados pela radiação, imagina o cientista, podem dar um impulso extra em certos íons que atravessam a membrana celular e assim se perdem. Liboff mostrou que as forças químicas próprias da membrana, também de origem eletromagnética, fazem os íons de cálcio vibrar de um lado para o outro dezesseis vezes por segundo, ou com uma freqüência de 16 hertz.
Esse número aparece em outras experiências, nas quais células expostas a ondas eletromagnéticas de 16 hertz perdem grande quantidade de íons de cálcio. Isso acontece, por exemplo, com as células cerebrais dos frangos expostos a uma radiação de 16 hertz. A conclusão de Liboff: quando a freqüência externa se iguala à freqüência natural das aberturas celulares, há uma ressonância: as forças eletromagnéticas internas e externas se somam, com inevitável aceleração dos íons. Tudo se passa como se a radiação externa escancarasse as portas químicas das células e desarranjasse a sua rotina normalmente ordeira.

Fonte:revista Super Interessante

terça-feira, 26 de julho de 2011

SAÚDE
Para encarar o frio
Alergias e problemas respiratórios são grandes vilões do inverno
Depois da s altas temperaturas , a chegada do inverno é muito bem-vinda. O problema é que o frio aliado às baixas temperaturas e à poluição agrava doenças alérgicas e pulmonares, e quem padece desses males precisa ter cuidado. No caso de bebês e crianças, então, o sofrimento é ainda maior.
Segundo pesquisa da organização internacional Isaac (International Study of Asthama and Allergies in Childhood), 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros sofrem de rinite alérgica. As formas mais graves da doença predominam na região Sudeste, onde há mais concentração de poluição. Bronquites e asmas atingem entre 10 e 15% as crianças brasileiras, de acordo a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia). "Há maior incidência de todo tipo de doenças infecciosas, desde resfriados comuns até doenças bacterianas", afirma Fátima Rodrigues, alergista e diretora da Asbai.

Theo, de dois anos, é uma criança que convive com os problemas respiratórios. Aos seis meses de vida, o pequeno sofreu uma condição conhecida pelos médicos como "bebê chiador", que ocorre quando os brônquios pulmonares, responsáveis pela chegada do oxigênio aos pulmões, estão mais contraídos e dificultam a passagem do ar. O bebê sibila durante a respiração e pode sentir falta de ar. "Ele piorou, ficou internado durante três dias com máscara de oxigênio", comenta a mãe Lilian Melim, 23 anos.
Mesmo após o fim da crise, Theo ainda sente dificuldade para respirar, mas os pediatras ainda não confirmaram se ele sofre de bronquite ou asma. "Theo toma vitamina C diariamente e, quando começa a ter coriza, ele faz inalação com soro fisiológico. Em casos mais graves, procuro um médico para adicionar remédios à nebulização", conta a mãe. Além disso, Lilian toma uma série de precauções em casa, pensando também na caçula Nina, de quatro meses. "Os quartos estão sempre muito limpos. Mantenho a maioria dos bichos de pelúcia guardados, apesar de o Theo sentir falta deles", afirma.

Cuidado com as bactérias

As medidas utilizadas contra alergias também são muito eficazes para prevenir infecções bacterianas. Karina Lanzillot ta, 29 anos, mãe de Milena, de quatro anos, e Karen, de dez, sabe bem disso. A filha mais velha morou até os cinco anos de idade em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, em uma casa com muita umidade e infiltrações. Por isso, vivia gripada. "Sempre tentei compensar com vitamina C e uma alimentação adequada, mas aos oito meses de idade Karen teve uma pneumonia que a levou ao hospital", comenta a mãe. A pequena ficou internada durante três dias, recebendo inalação e fortes antibióticos.
A mudança de residência ajudou muito na melhora do quadro de Karen, mas a mãe não deixou os cuidados de lado. "Evito tapetes, carpetes e bichos de pelúcia em casa. Quando a Karen ganha algum de presente com potencial para causar alergia, coloco em um saco e guardo", conta. A estratégia surtiu efeito. Milena, a caçula, não passa pelos mesmos problemas da irmã.

O que fazer em caso de crises
- Simples resfriados, comuns no inverno, exigem apenas repouso e hidratação; os sintomas desaparecem em cerca de dois dias;
- Outros vírus, como o da gripe, exigem acompanhamento. Somente um exame clínico é capaz de determinar a gravidade do caso e também a melhor forma de tratamento;
- Mantenha o calendário de vacinações em dia. A gripe suína merece atenção especial. "É importante que todos, não apenas as crianças, estejam protegidos do H1N1", afirma Fátima Rodrigues. A vacina está disponível em postos de saúde públicos e privados.
- Agentes alérgicos crescem em ambientes úmidos e fechados. Por isso, locais limpos e arejados contribuem para acabar com as alergias. Manter as mucosas hidratadas com soro fisiológico também é uma boa opção;
- Defina o perfil alérgico dos pequenos logo cedo, por meio de análise do histórico familiar e exames de sangue ou pele;
- Crianças que sofrem de asma ou bronquite também precisam de acompanhamento médico e de remédios que controlam os sintomas.

Aposte na prevenção
Dicas para imunizar um ambiente contra alergias e doenças respiratórias:

- Mantenha uma rotina constante de limpeza do local;
- Nunca use espanador, pois ele apenas espalha a sujeira pelo ambiente. Retire o pó com um pano úmido;
- Remova todo o carpete e tapetes. Se não for possível, evite os felpudos e prefira os baixos, que acumulam menos poeira;
- Lave roupas de cama com água muito quente uma vez por semana;
- Travesseiros e colchões contêm material fibroso, ideal para o crescimento de ácaros. Forre-os com protetores herméticos de plástico ou vini l e lave-os a cada duas semanas com água quente;
- Evite a utilização de velas, principalmente as que têm essências;
- Sempre que for tomar banho, abra uma janela para reduzir a umidade. Os ácaros se reproduzem em ambientes quentes e úmidos;
- Animais de pelúcia devem ser lavados uma vez por semana, e guardados longe da cama.


Fonte:www.alobebe.com.br
Felipe Dermatini - Fotos: Marinheiro MansoPublicação: Maio 2010 - Edição: 36

EMERGENCIA

SERVIÇO
Emergência!
Onde levar seu filho?
A cidade de São Paulo conta cerca de uma centena de hospitais, a maioria equipada para prestar pronto socorro infantil. Mas, nos momentos de angústia que marcam a necessidade de rápido e eficiente atendimento aos pequenos, os pais estão sujeitos à desatenção no que se refere à estrutura física e profissional de clínicas e hospitais.

O pronto socorro é a porta de entrada de uma instituição de saúde, a começar pelo atendimento. Tempo de espera não é o mais importante, já que pode variar de acordo com uma demanda aumentada, por exemplo, devido a condições climáticas. Mas já na triagem, quando o serviço de enfermagem avalia o quadro geral da criança e seus sinais vitais, é possível observar que qualidade de atendimento poderá ser obtida.

Informar-se sobre a estrutura oferecida – serviços de raio x, tomografia, ressonância magnética e laboratórios de análises clínicas não podem faltar – é uma forma simples de avaliar a capacidade de atendimento adequado. "Mas deve-se estar atento principalmente à equipe profissional que irá prestar o atendimento", afirma o pediatra Hamilton Henrique Robledo, co-responsável pelo Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital e Maternidade São Camilo da unidade Pompéia.
Capacitação profissional
Ele lembra que não basta a presença de pediatras plantonistas. "É preciso ter uma equipe profissional na retaguarda." Cirurgião, pneumologista, cardiologista e neurologista com especialização pediátrica devem fazer parte do quadro do hospital e terem disponibilidade para o pronto atendimento. Além disso, o trabalho em unidades de pronto socorro requer formação especial, como cursos de emergência e constante reciclagem, diz Robledo. O pediatra informa que o tempo de espera desejável não deve ultrapassar uma hora, "porém, o mais importante é um bom atendimento e a resolução do problema", destaca. Também o pediatra Vanderlei Wilson Szauter, diretor clínico do Pronto Socorro Infantil Sabará, chama a atenção para a forma de atendimento e especialmente a orientação que os pais recebem após a consulta e procedimentos necessários para resolver o problema da criança. Sobre o tempo de espera, prefere não determinar um período máximo, assinalando que, de março a setembro, por exemplo, a procura cresce significativamente e não é possível fazer previsões.
Serviço público
A realidade é bastante diferente quando o pronto socorro procurado presta atendimento pelo SUS. No pronto atendimento do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, uma referência em atendimento público na cidade e no país, a demanda é muito grande e o tempo de espera pode ultrapassar a marca de duas horas. "A população que nos procura acha que aqui terá um atendimento melhor que no posto de saúde ou hospital de referência próximo de casa", diz a pediatra Silvia Maria de Araujo Shimomoto.

Ela explica que, por isso, apesar de bem equipado e com um quadro de 14 profissionais, o pronto socorro do instituto muitas vezes não consegue dar o suporte adequado a todos. O que ocorre é uma triagem rigorosa e, de aproximadamente 250 crianças que vão até lá todos os dias, uma média de 60 são de fato atendidas. As demais, que não requerem cuidados urgentes, são encaminhadas para outros locais.

A maioria das crianças atendidas no Instituto da Criança, informa a pediatra, têm doenças de base, que exigem tratamento especial, como imunodeficiências, câncer e problemas renais, entre outros. "Grande parte da população que nos procura quer acompanhamento pediátrico e investigação, o que pode ser feito nos postos de referência", esclarece.