MÃE TERRA

"TUDO O QUE EXISTE E VIVE PRECISA SER CUIDADO PARA CONTINUAR A EXISTIR E A VIVER:UMA PLANTA,UM ANIMAL,UMA CRIANÇA,UM IDOSO,O PLANETA TERRA"

Leonardo Boff

sábado, 3 de setembro de 2011

Leite Materno

Leite Materno
O alimento completo para o corpo e para a alma!





Do dia 13 a 18 de setembro de 2004 comemoramos a Semana Mundial da Amamentação; e não há nada melhor pra se falar neste momento do que sobre este rico alimento doador de vida.




Indiscutivelmente, o leite humano é o alimento mais completo e adequado para o bebê, principalmente nos 6 primeiros meses de vida. Quando comparado com o leite de vaca e leites artificiais (industrializados), o leite da mãe ganha em disparada porque:

● A qualidade e a quantidade de proteínas é ideal para o bebê, além de ser mais fácil de digerir;
● As gorduras são adequadas para a digestão, e possuem os ácidos graxos essenciais para o bebê se desenvolver;
● Tem todas as vitaminas e minerais em quantidade ideal para atender as necessidades do recém nascido (inclusive ferro, vitamina A e C);
● Tem fatores de crescimento e propriedades antiinfecciosas que nenhum outro leite pode oferecer.




Além disto, este rico fluido materno oferece diversas vantagens para a mãe e para o bebê:
O bebê consome o melhor alimento, que proporciona uma nutrição superior e um ótimo crescimento físico e intelectual; além de proteger contra infecções e alergias, e fornecer a quantidade necessária de água para se hidratar.



Protege a saúde da mãe, reduzindo o risco de câncer de mama e de ovário; facilita o útero a recuperar seu tamanho normal reduzindo o risco de hemorragia; além de ajudar a retardar uma nova gravidez.
O aleitamento materno custa menos do que a alimentação artificial, e resulta em menos gasto com cuidados médicos.



Estreita os laços entre a mãe e o bebê, deixando seu vínculo emocional cada vez mais forte.
Quando e como iniciar a amamentação?




O ideal é que a amamentação comece o mais cedo possível após o nascimento, de preferência ainda dentro da sala de parto.




Além de estimular a descida mais rápida do leite, ajuda a controlar a temperatura do corpo do bebê, e facilita a ligação emocional entre mãe e filho.




A mãe deve iniciar a amamentação estimulando o “reflexo de procura” do seio, tocando a face ou os lábios da criança com o mamilo. Isto faz com que os bebês reajam abrindo a boca e se movimentem em busca do seio da mãe.




Como amamentar?

A posição do bebê. O bebê deve ser colocado em uma posição que seja confortável para ele e para a mãe, que não interfira com a sua capacidade de abocanhar a mama, de retirar o leite efetivamente, assim como de deglutir e respirar livremente.


A boa “pega” do seio. Com o corpo do bebê todo voltado para o corpo da mãe, ela deve estimular o reflexo de busca, tocando o bebê com o mamilo. Assim que ele abrir a boca, ela deve permitir que a criança abocanhe não só o mamilo, mas também a aréola para que os seios lactíferos (de onde sai o leite) sejam comprimidos corretamente. Com uma boa “pega”, o leite sai facilmente e previne o pouco ganho de peso e traumas nos mamilos.

Sinais de uma boa pega de aréola Sinais de uma pega de aréola incorreta
- a boca da criança fica bem aberta
- o queixo do bebê toca o peito da mãe
- o lábio do bebê fica virado para fora
- o bebê suga, faz uma pausa, e suga novamente (sucções lentas e profundas)
- a mãe pode ouvir o bebê engolindo
- o mamilo parece achatado quando sai da boca do bebê após a mamada
- a mãe sente dor nos mamilos durante e após as mamadas
- as mamas da mãe ficam inchadas



Troca das mamas.
A mãe deve oferecer sempre os dois seios em uma mesma mamada, alterando a ordem de oferta das mamas em cada mamada. Após esvaziar completamente a primeira mama oferecida, troca-se o seio, deixando a criança sugar o quanto quiser na segunda. Na mamada seguinte, deve-se começar com o seio que foi oferecido por último, para terminar de esvaziá-lo, e somente então trocar o seio.




Caso a mama já esteja esvaziada, necessitando trocar a mama, mas o bebê continua abocanhando com força o mamilo, a mãe deve procurar interromper a sucção colocando o dedo mínimo no cantinho da boca do bebê, para evitar a grande pressão aos retirar o bebê do seio.

Duração das mamadas. A duração das mamadas pode variar de acordo com o ritmo da criança, e pode variar de 5 a 15 minutos. Independente do ritmo do bebê, não se deve interromper a mamada, do contrário, não receberá a porção final do leite, que é a mais rica em energia e proteínas. O bebê demonstrara que estará satisfeito somente quando soltar o mamilo espontaneamente.




Algumas crianças fazem pausas durante as mamadas, mas retornam em seguida a sucção. Deve-se ter cuidado para não interpretar como saciedade e interromper a mamada antes do momento certo, comprometendo a ingestão do bebê.
Todo o leite materno é forte.
Um dos principais fatores responsáveis pelo desmame precoce é a insegurança da mãe de que seu leite seja insuficiente. Mas já está mais do que comprovado pela ciência de que o leite da mãe não precisa de nenhum complemento, nem mesmo de água.




É importante que a mãe tenha consciência de que seu leite é único: não se deve comparar a cor, volume ou textura com outros leites. Cada espécie produz um leite diferente, apropriado para seu filhote.




É preciso saber também que o leite humano muda sua composição ao longo dos meses para atender as necessidades do bebê em cada idade. Por isso, se no primeiro mês o leite parecer mais “grosso” e amarelo, e nos terceiro e quarto meses estiver claro e mais “ralo”, não se preocupe: o corpo da mãe ajustou a composição do leite pra que ele pudesse fornecer ao bebê o que ele precisa naquele momento.

Por: Ursula P. M. Viana, Nutricionista

Fonte: Amigas do Peito - Fotolog
Amigas do Peito Org

Projeto visa criar rede de comunidades quilombolas na América Latina



A elaboração de políticas públicas contextualizadas e a criação de uma rede latino-
americana de cooperação entre comunidades rurais de afrodescendentes são alguns dos
objetivos do projeto Quilombo das Américas.
O projeto prevê, entre outras iniciativas, a realização de um estudo no Brasil, Equador e
Panamá sobre os aspectos sociais, econômicos, alimentares, institucionais, tecnológicos
e culturais das comunidades quilombolas. “Obviamente cada país tem sua constituição
e suas especificidades. Mas em linhas gerais a necessidade é garantir direitos sociais
essenciais, mínimos”, afirma o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômicas
Aplicada (Ipea), Josenilton Marques.
Para o secretário executivo da Corporación de Desarrollo Afroecuatoriano (Codae),
José Chala Cruz, o Quilombola das Américas é uma oportunidade para os países
participantes conhecerem os avanços das nações vizinhas sobre temas como soberania
e segurança alimentar. Além disso, referindo-se sobre a possibilidade de reflexões
acerca das questões rurais e das políticas públicas para quilombolas, declarou que “o
governo equatoriano tem uma grande expectativa de ter uma relação de aprendizagem e
intercâmbio de conhecimentos”.
No Brasil, a coordenação das atividades é da Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), em parceria com Embrapa, Ipea,
Agência Brasileira de Cooperação, dentre outras entidades.
A ONU declarou o ano de 2011 como o Ano Internacional do Afrodescendente.
Fonte:Cidade Nova

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DROGAS E INFERTILIDADE

O álcool tem efeitos devastadores sobre a saúde do indivíduo e sobre as suas relações sociais e familiares. A cada ano, jovens estão consumindo cada vez mais precocemente as bebidas alcoólicas, fazendo parte de um ritual de passagem entre a adolescência e a idade adulta.
Desde os tempos imemoriais, o ser humano tem recorrido ao uso de drogas para escapar da realidade e viver um mundo de fantasia. É extremamente chocante constatar que grandes celebridades do esporte, das artes e de outras profissões utilizam-se de drogas para conseguir alcançar níveis de satisfação e produtividade nas suas áreas de atuação. O consumo de drogas ilícitas vem aumentando substancialmente tornando-se um pesadelo para a humanidade, afetando o relacionamento familiar, provocando repercussões sociais e prejudicando a saúde dos indivíduos.

Além dos efeitos maléficos sobre o corpo e a mente dos usuários, as drogas também prejudicam o sistema reprodutivo. O usuário fica mais suscetível às doenças sexualmente transmissíveis, dificultando a obtenção e evolução de uma gravidez saudável. O álcool e o tabaco - embora consideradas drogas lícitas causam danos irreparáveis tanto quanto a maconha, cocaína, heroína, ecstasy, LSD, crack, narguile, cetamina, inalantes, solventes, ansiolíticos, barbitúricos, ópio, morfina, heroína, oxi, anfetaminas.

Apesar das campanhas publicitárias desencorajando o uso do tabaco, estima-se que no Brasil haja 33,8% de usuários na população masculina e 29,3% das mulheres; sem levar em conta um enorme contingente de fumantes passivos. Mesmo com as atuais tributações de impostos governamentais sobre o cigarro isso não tem sido suficiente para frear o seu uso.

A fertilidade do homem e da mulher é afetada de forma sorrateira em decorrência da ação tóxica das inúmeras substâncias que integram o tabaco, geradoras de radicais livres. A mulher fumante pode ter dificuldade para engravidar, interrupção da gravidez, retardo de crescimento fetal intra-uterino e recém nascido de baixo peso. O seu patrimônio de óvulos é reduzido em decorrência da ação tóxica das substâncias do tabaco e há diminuição do fluxo sanguíneo das artérias que irrigam os ovários. A fertilidade masculina é afetada devido à ação deletéria das substâncias tóxicas e dos radicais livres, produzindo lesões na membrana e no DNA dos espermatozóides. Em casos extremos pode ocorrer morte celular (apoptose) provocando alterações no patrimônio de espermatozóides. Existem repercussões negativas no comportamento sexual, sendo a mais frequente a disfunção de ereção peniana decorrente de dificuldade de irrigação vascular.

Apesar de ser uma droga lícita, o álcool tem efeitos devastadores sobre a saúde do indivíduo e sobre as suas relações sociais e familiares. A cada ano, jovens estão consumindo cada vez mais precocemente as bebidas alcoólicas, fazendo parte de um ritual de passagem entre a adolescência e a idade adulta. Nos últimos 5 anos, os números estatísticos revelaram um aumento de 30% de usuários entre os jovens de 12 a 17 anos e de 25% entre os jovens de 18 a 24 anos. A cerveja é a bebida preferida. Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) os jovens alcoolizados constituem 80% das pessoas que morrem em acidentes de trânsito ou homicídios.

O consumo exagerado e persistente pode levar a repercussões negativas sobre a fertilidade masculina e feminina. No homem podem ocorrer: queda da libido e do desempenho sexual, impotência, atrofia das células produtoras de testosterona, dificuldade de ereção e alterações da qualidade do sêmen. Na mulher existem várias repercussões salientando-se a dificuldade para ovular, distúrbios menstruais, aumento do risco de abortamento e possibilidade de mal formação fetal.

Uma constatação preocupante é de que os indivíduos alcoolizados têm um comportamento sexual de risco, expondo-se a doenças sexualmente transmissíveis (DST) principalmente as hepatites e AIDS. Atualmente a medicina reprodutiva tem realizado procedimento muito seguro de fertilização in vitro , utilizando a técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI) com tratamento especial que evita a transmissão do vírus para o embrião.

* Prof. Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira CRM (13834) é doutor em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e Diretor-Médico da Clínica Profert de São Paulo

HIV

Médicos franceses descobrem proteína que evita replicacão do HIV
Duas equipes médicas das universidades francesas de Estrasburgo e de Marselha descobriram uma proteína que impede a replicação do vírus causador da aids. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (1º) na França. Como não consegue se reproduzir, esses micro-organismos precisam entrar em células de outros seres vivos para se perpetuarem. Agora, os pesquisadores desvendaram as propriedades da proteína HBPB para inibir a replicação do HIV. Segundo um comunicado dos cientistas, a pesquisa feita in vitro mostra uma opção terapêutica que ainda não havia sido pensada. Do G1, com informações da France Prece.

Política Nacional de Resíduos Sólidos

 


A Problemática "Resíduos Sólidos"
Segundo dados de 2008 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por meio da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB, 99,96% dos municípios brasileiros têm serviços de manejo de Resíduos Sólidos, mas 50,75% deles dispõem seus resíduos em vazadouros; 22,54% em aterros controlados; 27,68% em aterros sanitários. Esses mesmos dados apontam que 3,79% dos municípios têm unidade de compostagem de resíduos orgânicos; 11,56% têm unidade de triagem de resíduos recicláveis; e 0,61% têm unidade de tratamento por incineração. A prática desse descarte inadequado provoca sérias e danosas conseqüências à saúde pública e ao meio ambiente e associa-se a triste quadro socioeconômico de um grande número de famílias que, excluídas socialmente, sobrevivem dos "lixões de onde retiram os materiais recicláveis que comercializam.
O quadro institucional atual também é negativo apesar de encontrar-se em fase de alteração. A maioria das Prefeituras Municipais ainda não dispõe de recursos técnicos e financeiros para solucionar os problemas ligados à gestão de resíduos sólidos. Ignoram-se, muitas vezes, possibilidades de estabelecer parcerias com segmentos que deveriam ser envolvidos na gestão e na busca de alternativas para a implementação de soluções. Raramente utiliza-se das possibilidades e vantagens da cooperação com outros entes federados por meio do estabelecimento de consórcios públicos nos moldes previstos pela Lei de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007) e Lei de Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005) e de seus respectivos decretos de regulamentação, Decreto nº 7217/2010 e Decreto nº 6.017/2007). Ainda é frequente observar-se a execução de ações em resíduos sólidos sem prévio e adequado planejamento técnico-econômico, sendo esse quadro agravado pela falta de regulação e controle social no setor.
Importância da Instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, o município passou a ser um ente federativo autônomo, dotado de competências próprias, independência administrativa, legislativa e financeira e, em particular, com a faculdade de legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislação federal e a estadual e, ainda, organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local de caráter essencial (Artigo 30 incisos I, II e V), daí derivando a interpretação de que o município é, portanto, o detentor da titularidade dos serviços de limpeza urbana e toda a gestão e manejo e dos resíduos sólidos, desde a coleta até a sua destinação final.
No entanto, embora existam normas que abordam a temática dos resíduos sólidos, especialmente Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA, ainda não há, no País, um instrumento legal que estabeleça diretrizes gerais aplicáveis aos resíduos sólidos para orientar os Estados e os Municípios na adequada gestão desses resíduos.
Histórico
A partir do ano de 2004, o Ministério do Meio Ambiente concentrou esforços na elaboração de proposta para a criação de diretrizes gerais aplicáveis aos resíduos sólidos no País. e assim instituir uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. Foi instituído o grupo de discussão interministerial sobre o assunto. Em agosto do mesmo ano, o CONAMA promoveu seminário intitulado "Contribuições à Política Nacional de Resíduos Sólidos", com o objetivo de formular proposta de projeto de lei do governo federal que incorporasse subsídios colhidos nos diversos setores da sociedade ligados à gestão de resíduos sólidos.
A partir daí o MMA criou grupo interno de discussão que consolidou e sistematizou essas contribuições e os anteprojetos de lei sobre os assuntos existentes no Congresso Nacional. Foi elaborada uma proposta de anteprojeto de lei da "Política Nacional de Resíduos Sólidos", que foi debatida entre todos os Ministérios com temáticas correlatas. A proposta final foi discutida com a sociedade por meio dos "Seminários Regionais de Resíduos Sólidos - Instrumentos para Gestão Integrada e Sustentável", promovidos em conjunto pelos Ministérios do Meio Ambiente, das Cidades, da Saúde, FUNASA e Caixa Econômica Federal. Desse processo resultou nova proposta, mais enxuta, que foi levada à Casa Civil em dezembro de 2005.
Há esse tempo, desde 1991, tramitava no Congresso Nacional - na Câmara dos Deputados - o PL no 203/91, que dispunha "sobre o acondicionamento, a coleta, o tratamento, o transporte e a destinação final dos resíduos de serviços de saúde" e, em julho de 2006, a Comissão Especial criada para avaliar esse Projeto de Lei aprovou seu substitutivo. Entretanto essa versão não incorporava diversas questões discutidas no âmbito do governo federal, junto à sociedade e ao setor produtivo.
O projeto em elaboração pelo Governo Federal após dezembro de 2005 foi rediscutido entre os Ministérios ligados ao tema e foi acordada uma proposta final. Em setembro de 2007 o governo encaminhou o anteprojeto à Câmara dos Deputados, que foi editado como Projeto de Lei no 1991/2007 e apensado e juntado a outros mais de cem projetos relacionados e que já tramitavam na Câmara Federal apensados ao PL 203/91, mais antigo.
O MMA, em sua posição de coordenador do Programa de Resíduos Sólidos no PPA do Governo Federal, por intermédio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), tem liderado o processo de construção da proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos junto aos demais órgãos da esfera federal.
Desde junho de 2008, foi instituído pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados o Grupo de Trabalho de Resíduos, para examinar o substitutivo aprovado pela Comissão Especial ao PL 203/91. Foram realizadas audiências públicas, visitas, debates e reuniões técnicas externas e, em 16 de junho de 2009, foi apresentada a "Minuta de Subemenda Substitutiva Global de Plenário ao PL 203/1991 e seus apensos", a qual foi aprovada pelo Plenário da Câmara em 10/03/2010.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados foi encaminhado ao Senado Federal, onde também foi aprovado, em 07/07/2010, com pequena alteração.
Em 02/08/2010 o texto aprovado pelo Congresso Nacional foi sancionado pela Presidência da República, sem nenhum veto. A Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi então publicada no Diário Oficial da União.
Posteriormente, em 23/12/2010, em ato acontecido em São Paulo - SP, durante a EXPO CATADORES 2010, o ex Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto Nº 7404/2010, que regulamentou a Lei no 12.305/2010.
Na fase dos trabalhos desenvolvidos pelo Congresso Nacional, a SRHU teve uma atuação estratégica, não apenas em relação ao aperfeiçoamento do texto do Projeto de Lei, mas também no que se trata do acompanhamento dos trâmites nas Casas Legislativas e das atividades correlatas promovidas pelo Grupo de Trabalho de Resíduos da Câmara.
Essa atuação da SRHU teve continuidade durante a etapa referente à elaboração do regulamento.
A PNRS contempla princípios tais como o do poluidor-pagador, a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o desenvolvimento sustentável e o controle social.
Ela traz ganhos nas três esferas de poder, mas principalmente na instância municipal para melhor gestão dos resíduos, ampliando a reciclagem e eliminando os lixões.
No que se refere aos instrumentos, contempla Planos de Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva, Logística Reversa e, dentre outros:
- Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR);
- Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA);
- Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente (SINIMA), instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente.
Entretanto, existe uma lacuna no tratamento de informações de outras naturezas, que não os Resíduos Sólidos Urbanos, tais como os resíduos agrosilvopastoris, os perigosos, de mineração, rurais, de transportes, de construção civil, do comércio e de serviços, tecnológicos, pneumáticos e de embalagem, dentre outros citados na lei.
Fonte:ANVISA

DESCARTE DE MEDICAMENTOS


O descarte aleatório de medicamentos em desuso, vencidos ou sobras atualmente é feito por grande parte das pessoas no lixo comum ou na rede pública de esgoto, podendo trazer como conseqüências a agressão ao meio ambiente, a contaminação da água, do solo e de animais, além do risco à saúde de pessoas que possam reutilizá-los por acidente ou mesmo intencionalmente devido a fatores sociais ou circunstanciais diversos. O consumo indevido de medicamentos descartados inadequadamente pode levar ao surgimento de reações adversas graves, intoxicações, entre outros problemas, comprometendo decisivamente a saúde e qualidade de vida dos usuários.

As sobras de medicamentos têm várias causas, dentre as quais podemos destacar: a dispensação de medicamentos além da quantidade exata para o tratamento do paciente; a interrupção ou mudança de tratamento; a distribuição aleatória de amostras-grátis; e o gerenciamento inadequado de estoques de medicamentos por parte das empresas e estabelecimentos de saúde. Soma-se a estes fatores a carência de informação da população relacionada à promoção, prevenção e cuidados básicos com sua saúde.

Com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, através da Lei n° 12.305/2010 e do Decreto nº 7.404/2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa está promovendo ações relacionadas com o tema, que tenham impacto significativo para a implementação da referida política e para a proteção da saúde da população e do meio ambiente.

A PNRS prevê a implantação e operacionalização dos sistemas de logística reversa para a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento no ciclo produtivo ou destinação final ambientalmente adequada por meio dos seguintes instrumentos: compromissos entre o Poder Público e o setor privado formalizados em Acordos Setoriais, termos de compromisso ou mediante regulamento específico.

Nesse sentido, a Anvisa vem discutindo o tema “Descarte de Medicamentos” desde 2009 e tem se envolvido nas discussões da PNRS, participando da criação do Grupo de Trabalho Temático (GTT) de Medicamentos, coordenado pelo Ministério da Saúde. Este grupo foi criado em 16 de março de 2011 com o objetivo de analisar, estudar e apresentar propostas sobre o descarte de medicamentos, incluindo: realizar estudos de viabilidade técnica, econômica e avaliação dos impactos sociais para a implantação da logística reversa de medicamentos; propor modelagem da logística reversa de medicamentos; propor um acordo setorial visando um contrato entre os entes da cadeia de medicamentos de modo a pautar a responsabilidade compartilhada. O grupo tem caráter temporário e prazo de seis meses para conclusão, podendo ser prorrogado por igual período.

Portanto, a logística reversa para o descarte de medicamentos, de grande importância para a sociedade, vem sendo discutida e articulada com os diversos entes da cadeia de medicamentos, entre eles: conselhos profissionais da saúde (medicina, farmácia, enfermagem, odontologia, medicina veterinária); setor de transportes; setor de publicidade; rede hospitalar; associações da indústria farmacêutica, da indústria farmoquímica e das farmácias e drogarias; e representação das vigilâncias sanitárias municipais e estaduais, na perspectiva de conformação de um acordo setorial voltado para a implantação da logística reversa para os resíduos de medicamentos e outras medidas de não geração e de redução.

O Decreto n° 7.404, de 23 de dezembro de 2010, regulamenta a Lei n°12.305 de 2 de agosto de 2010 e cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a implantação dos Sistemas de Logística Reversa, de maneira a orientar a realização de trabalhos técnicos e científicos ligado aos resíduos sólidos para esclarecer e direcionar a aplicação da norma com estudos de viabilidade.

As ações de pesquisa, articulação e envolvimento de entidades representativas dos diversos setores (governo, empresários, profissionais de saúde, ambientalistas, trabalhadores e cidadãos em geral), especialmente àqueles que participam diretamente do Grupo de Trabalho Temático, será fundamental para a conformação de um acordo setorial condizente com as expectativas e desafios da sociedade brasileira no tratamento responsável e compartilhado com a preservação da saúde e do meio ambiente.

Além disso, a experiência com a elaboração de uma modelagem de logística reversa por meio de um acordo setorial sem dúvida propiciará contribuições para o aperfeiçoamento das práticas regulatórias adotadas no país, por tratar-se de uma nova forma de regulação e implementação de políticas públicas.
Fonte:ANVISA

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MITOS E VERDADES SOBRE O CHOCOLATE

Difícil de resistir. Seja nos dias quentes ou frios, esse alimento tem o poder de transformar nossa alimentação (mesmo que fora de hora) em um delicioso momento de prazer.
Mas existem muitas controvérsias em torno do chocolate. A quem diga que é o grande vilão das dietas, causador das indesejáveis espinhas, outros que defendem seus comprovados benefícios. Mas afinal quem está certo.
A seguir a opinião de alguns profissionais.
O chocolate é rico em polifenóis, e flavonóides, ingredientes que auxiliam no tratamento de inflamações e principalmente das doenças cardiovasculares. As sementes de cacau possuem em torno de 60% de flavonóides na forma de catequinas, epicatequinas e prociandinas, que agem como potentes antioxidantes e promovem um fluxo sanguíneo adequado, causando uma redução na pressão sanguínea, evitando infartos e acidente vascular cerebral, além de diminuir a oxidação da molécula de LDL-COLESTEROL (COLESTEROL RUIM), Também é rico em triptofano, um aminoácido que aumenta a produção de serotonina no cérebro, responsável por proporcionar aquela sensação de bem-estar, bom humor e relaxamento.
Outra substância é a teobromina, muito parecida com a cafeína, que estimula o sistema neuromuscular, beneficiando o sistema nervoso.
Moderação é a palavra-chave. O excesso favorece o aumento de peso, pode causar insônia e nervosismo, devido à associação de cafeína e teobromina, substâncias estimulantes.
Para quem não consegue deixar o chocolate, o ideal é consumir no máximo 50g por dia.
Não existem estudos científicos comprovando a relação do chocolate com a acne. As principais causas do aparecimento das espinhas são: hereditariedade, problemas hormonais, medicamentos que alteram a quantidade ou o tipo de gordura na pele e o uso de cosméticos gordurosos.
Algumas pessoas acreditam que o chocolate pode ser responsável pelo desencadeamento de crises de enxaqueca. Sabe-se que somente 25% dos portadores apresentam crises relacionadas a alimentos. Jejum, estresse e ansiedade são os causadores mais comuns.
O chocolate possui um aminoácido chamado feniletilamina e também a cafeína. Ambas podem desencadear a dor. Na enxaqueca existe uma fase antes da dor que pode durar até 24h. Nela acorre uma enorme vontade de comer doce.Portanto, a ingestão do chocolate coincide com o desencadeamento posterior da enxaqueca, gerando uma associação equivocada.
A serotonina e o magnésio podem estar reduzidos no organismo no período da TPM, devido a alterações hormonais, e o chocolate pode suprir essa deficiência, por isso sente-se mais vontade de comê-lo nessa época.
Apesar de não possuir açúcar em sua composição, o chocolate DIET possui mais gordura, sendo mais calórico e prejudicial para quem quer emagrecer. Por isso é indicado somente para pessoas que realmente precisem diminuir ou excluir o açúcar, como os diabéticos.
Fontes: Adriana Fanaro (nutricionista), Roberta Silva (nutricionista), Henrique Carneiro (neurologista).