MÃE TERRA

"TUDO O QUE EXISTE E VIVE PRECISA SER CUIDADO PARA CONTINUAR A EXISTIR E A VIVER:UMA PLANTA,UM ANIMAL,UMA CRIANÇA,UM IDOSO,O PLANETA TERRA"

Leonardo Boff

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo

 

O álcool é a droga mais usada no Brasil, entre 60-70% dos brasileiros consomem bebidas alcoólicas em algum grau. Nos EUA os gastos do sistema de saúde e as perdas de produtividades devido a doenças relacionadas ao álcool, ultrapassam os 180 bilhões de dólares por ano.

Benefícios do álcool

Esse texto é basicamente sobre efeitos nocivos do álcool e alcoolismo, porém, não podemos deixar de falar rapidamente nos benefícios do uso responsável do álcool. Ao contrário da maconha e do cigarro (as outras duas drogas mais usadas socialmente), existem algumas evidências de que o consumo leve a moderado de álcool pode até ser benéfico para a saúde. Mas antes que todo mundo saia por aí bebendo, algumas explicações são necessárias.

Não existem grandes trabalhos científicos sobre os efeitos benéficos do álcool, a maioria consiste em pequenos estudos a curto prazo e com número pequeno de pacientes. Apesar desses defeitos, os estudos que existem realmente sugerem que o consumo moderado possa trazer benefícios como a redução das doenças cardíacas. Deve-se encarar essas vantagens como algo possivelmente real, mas não como uma verdade absoluta já aceita por toda comunidade médica.

Os trabalhos mostram que os benefícios parecem vir do álcool e não de um tipo específico de bebida, como o vinho, por exemplo. A história dos flavonoides do vinho serem cardioprotetores nunca foi comprovada. Parece que qualquer bebida alcoólica tem o mesmo efeito. Nenhuma é superior a outra.

O grande problema é que não existe uma dose ideal de álcool para todo mundo. Em geral, mulheres são mais susceptíveis aos danos do álcool que os homens. Aceita-se que a dose considerada benéfica seja 10 a 15 gramas de álcool, o que equivale a uma taça de vinho ou uma garrafa pequena de cerveja (355 ml) por dia para as mulheres. Homens podem beber um pouco mais como duas garrafas de cerveja ou duas taças de vinho por dia. Há quem ache que o consumo não pode ser diário, sendo necessário 1 ou 2 dias de intervalo.

É importante salientar que em algumas pessoas os benefícios cardiovasculares de uma ingestão moderada de álcool acabam não sendo vantajosos, uma vez que causam um aumento dos riscos de outras doenças como câncer de mama, doenças do fígado e acidentes automobilísticos.
Bebidas alcoólicas
A ingestão de álcool, mesmo que moderadamente, é contra-indicada em alguns casos:

- Grávidas
- Pessoas com passado de alcoolismo
- Pessoas com histórico familiar de alcoolismo
- Antecedentes de AVC hemorrágico.
- Pessoas com doenças do fígado
- Pessoas com doenças do pâncreas.

Também devem evitar o consumo regular de álcool pessoas com doenças do estômago e esôfago e aquelas com história familiar forte de câncer de mama (leia: CÂNCER DE MAMA | Fatores de risco).

Também não devem beber quantidade alguma de álcool pessoas que irão operar máquinas pesadas ou conduzir carros nas próximas horas.

Malefícios do consumo elevado de álcool.

Definimos como alcoolismo pesado o consumo de mais de 7 drinks por semana ou a ingestão frequente de mais de 3 drinks por dia nas mulheres (1 drink é igual a uma taça de vinho ou 355ml de cerveja ou 45ml de whiskey) e o dobro disso nos homens. Portanto, mulheres que bebem diariamente duas taças de vinho todos os dias, já estão enquadradas no grupo de alcoolismo pesado.

O consumo elevado de álcool elimina todos os possíveis benefícios do consumo leve e ainda pode trazer inúmeras complicações para saúde, como:

- Câncer de mama (leia: CÂNCER DE MAMA - Sintomas e diagnóstico)
- Câncer de estômago
- Câncer do cólon
- Câncer de fígado
- Câncer de esôfago
- Cirrose (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA)
- AVC (derrame cerebral) (leia:AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | Sintomas e tratamento)
- Pancreatite aguda e crônica ( leia PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA)
- Osteoporose (leia: OSTEOPOROSE | SINTOMAS E TRATAMENTO)
- Diabetes mellitus (leia: DIABETES MELLITUS | DIAGNÓSTICO E SINTOMAS)
- Hipertensão (leia: HIPERTENSÃO ARTERIAL | Sintomas e tratamento)
- Acidentes e traumas severos
- Impotência sexual (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento)
- Má formações fetais
- Síndrome do túnel do carpo (leia: SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento)
- Psoríase(leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas)
- Colecistite e pedra na vesícula (leia: PEDRA NA VESÍCULA | COLECISTITE | Sintomas e tratamento)
- Suicídio

Além dos problemas acima, todos os benefícios cardiovasculares do consumo moderado se transformam em malefícios no caso de consumo pesado de álcool. Elevam-se os riscos de infartos, insuficiência cardíaca e arritmias.

Além dos problemas de saúde, quem já teve contato com uma pessoa alcoólatra, sabe o poder destrutivo desta droga. Mesmo sem nenhuma doença física, essas pessoas se tornam improdutivas. O alcoólatra não trabalha, não cuida da família, muitas vezes se tornam violentos e perdem os contatos sociais, além de colocar a vida de outros em risco quando encontram-se atrás do volante de um carro.

O alcoolismo é uma doença e apresenta elevada taxa de morbidade e mortalidade. Estima-se que até metade dos acidentes de trânsito fatais estejam de algum modo relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. Nos EUA, onde existem dados mais precisos, cerca de 80.000 pessoas morreram entre 2001 e 2005 por doenças relacionados ao uso abusivo de álcool e 70% dos casos de suicídio em estudantes universitários ocorrem em pessoas com problemas com bebidas.

Ressaca e bebedeira

O que chamamos popularmente de bebedeira é a intoxicação aguda pelo álcool. Os sintomas da intoxicação variam de acordo com a concentração de álcool no sangue. Inicialmente sentimos tontura, incoordenação motora, desinibição e alterações no discurso. Concentrações muito alta de álcool podem levar a redução do nível de consciência e coma.

A ressaca é o nome que se dá ao grupo de sinais e sintomas que surgem após a intoxicação alcoólica, entre eles fraqueza, mal estar, dor de cabeça e intensa sede.

Temos um texto específico sobre bebedeira e ressaca: RESSACA E POR QUE FICAMOS BÊBADOS

Uso de álcool com outras drogas, remédios e energéticos

A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.

Atualmente tem sido muito comum entre jovens a associação de bebidas alcoólicas com energéticos, outras drogas e até com medicamentos para impotência como Viagra (leia: REMÉDIOS PARA IMPOTÊNCIA | Viagra , Cialis e Levitra)

Falamos mais especificamente das interações do álcool neste texto: INTERAÇÃO DO ÁLCOOL COM REMÉDIOS E ENERGÉTICOS

Abuso e dependência do álcool

Consideramos que há uso abusivo do álcool quando o paciente começa a apresentar pelo menos um dos problemas listados abaixo:

- Dificuldades em desempenhar adequadamente suas tarefas profissionais ou estudantis.
- Problemas legais relacionados ao uso de álcool com recorrência (por exemplo: agressões e acidentes de carro).
- Uso continuado do álcool apesar dos problemas sociais e profissionais que o mesmo está causando.
- Uso frequente do álcool em situações que ameaçam a sua integridade física (conduzir, operar máquinas pesadas, trabalhar na construção civil etc...) ou uso frequente de álcool até perda da consciência.

O paciente com dependência do álcool, popularmente chamado de alcoólatra, é definido quando existem pelo menos 3 dos problemas listados abaixo:

- Tolerância aos efeitos tóxicos do álcool (necessidade de beber cada vez mais para ficar bêbado).
- Necessidade de beber álcool depois de algum tempo sem consumi-lo.
- Consumo de grandes quantidades de álcool, sempre maior do que inicialmente planejado.
- Percepção de que precisa diminuir ou controlar o consumo de álcool ou sentimento de culpa por beber.
- Dificuldades profissionais e/ou sociais devido ao uso abusivo do álcool.
- Perda de grande parte do dia bebendo, tentando obter álcool ou se recuperando da ressaca.
- Uso persistente do álcool apesar da noção de que o mesmo o está prejudicando.

O abuso e a dependência do álcool têm estreita relação familiar. Parentes de primeiro grau de pessoas com problemas com álcool tem até 4x mais chances de também tê-lo.

Tratamento do alcoolismo

O tratamento do alcoolismo visa a abstinência do álcool, ou pelo menos uma grande redução no seu consumo, e atualmente envolve psicoterapia e uso de drogas. O tratamento medicamentoso costuma ser usado por até 6 meses.

A naltrexona é atualmente a droga mais indicada. O disulfiram, topiramato, acamprosato e baclofeno são outras opções.

 

COCAÍNA | CRACK | Efeitos e complicações

A cocaína, cujo nome químico é benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzóico, é uma substância alcalóide (de caráter básico ,ou seja, o oposto de ácida) extraída das folhas da Erythroxylum coca, um arbusto muito comum nas montanhas das regiões andinas da América do Sul. Os três países que mais produzem cocaína no mundo são, em ordem decrescente, Colômbia, Peru e Bolívia.

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Introdução: O que é a cocaína?

As folhas de coca são usadas pelos povos indígenas destas regiões há mais de 2000 anos. O ato de mastigar folhas de coca não causa nem os efeitos, nem os problemas de saúde do consumo da cocaína, uma vez que a concentração de benzoilmetilecgonina nas folhas é menor que 1%. Através da mastigação ou através de chás da folha, a absorção do alcalóide cocaína é muito baixo.

Durante boa parte do período colonial, o cultivo e o comércio das folhas de coca não só era permitido, como sofria taxação oficial por parte da Espanha, que lucrava com a atividade.

A cocaína, droga que todos conhecemos, é obtida através do isolamento da benzoilmetilecgonina da folha, fato alcançado pela primeira vez em 1860, época em que a substância começou a ganhar popularidade mundial.

Folha de cocaPara se ter idéia da popularidade da droga, a Coca-Cola, lançada em 1886, apresentou cocaína em sua fórmula até o ano de 1903; os romances ingleses sobre o detetive Sherlock Holmes, escritos no final do século XIX, apresentavam relatos do uso intravenoso de cocaína pela personagem; também era possível encontrar cocaína em diversos produtos, desde vinho até medicamentos. Seu uso era legalizado até 1914 quando a substância passou a ser de uso médico controlado nos EUA.

Apesar de proibida, atualmente 14 milhões de pessoas em todo o mundo são consumidores de cocaína. Um mercado ilegal que movimenta bilhões de dólares anualmente. Um quilo de cocaína chega a ser vendido por 90.000 dólares nos EUA.

Cerca de 1/3 dos atendimentos em emergência provocados pelo consumo de drogas ilícitas, é devido ao consumo de cocaína. Só nos EUA são cerca de 450.000 atendimentos por ano por complicações relacionadas a esta droga.

Vias de administração e tipos de cocaína
Cocaína
Cocaína - foto

A cocaína é administrada principalmente por 4 vias: oral, intranasal, intravenosa ou inalatória através do fumo.

A cocaína é uma substância rapidamente absorvida quando em contato com qualquer mucosa, seja nasal, oral, gastrointestinal, e até retal. Quando fumada, a droga é absorvida pelos alvéolos do pulmão, caindo rapidamente na circulação sanguínea.

A cocaína exerce uma grande efeito vasoconstrictor quando em contato com as mucosas, fazendo com que o fluxo sanguíneo destas regiões fique reduzido. Deste modo, a absorção da droga para a circulação sanguínea é mais lenta e duradoura. A via intravenosa e inalatória (através do fumo) não dependem de mucosa para atingir a circulação sanguínea, sendo, assim, as vias de mais rápido efeito.

Cocaína - via intravenosa
Início da ação: menos de 1 minuto
Pico da ação: 1- 5 minutos
tempo de duração dos efeito: 30-60 minutos

Cocaína - via inalatória (fumo)
Início da ação: menos de 1 minuto
Pico da ação: 1- 5 minutos
tempo de duração dos efeito: 30-60 minutos

Cocaína - via nasal
Início da ação: 1-5 minutos
Pico da ação: 20-30 minutos
tempo de duração dos efeito: 1-2 horas

Cocaína - via oral
Início da ação: 30-60 minutos
Pico da ação: 60-90 minutos
tempo de duração dos efeito: desconhecido

Cocaína-Crack

Crack
Cocaína - Crack
O crack é normalmente produzido pela mistura da cocaína com água e bicarbonato de sódio. Esta mistura é fervida, formando uma pedra. O crack só pode ser usado para o fumo uma vez que é pouco solúvel para ser dissolvido para via intravenosa.

O consumo do crack suplantou o uso injetável da cocaína por apresentar efeitos semelhantes e não necessitar de seringa nem da punção de uma veia. É muito mais fácil consumir o crack.

Efeitos da cocaína

Uma vez na corrente sanguínea a cocaína espalha-se pelo organismo, exercendo efeitos em diversos órgãos. Em poucos segundos a cocaína atinge o cérebro, provocando os efeitos prazerosos desejados pelo usuário. Entre eles estão a euforia, aumento da sociabilidade, do estado de alerta, da sensação de energia e da confiança; redução do cansaço, da necessidade de dormir e do apetite. A sensação prazerosa é tão intensa que é descrita como orgasmo do corpo inteiro.

Imediatamente após o início dos efeitos o usuário, além dos efeitos psicogênicos, também apresenta elevação da pressão arterial, aceleração dos batimentos cardíacos, pupilas dilatadas e aumento da temperatura corporal.

O efeito da euforia e prazer ocorrem pela ação da cocaína em inibir a desativação de neurotransmissores relacionados ao prazer, mantendo-os em grande quantidade e ativos no sistema nervoso central por prolongados períodos. Assim que termina seu efeito, o sistema nervoso encontra-se depletado de neurotransmissores excitatórios, sendo responsável pela depressão e falta de ânimo.

Conforme o uso torna-se repetitivo e as doses vão sendo cada vez maiores, surgem os efeitos indesejados da droga que incluem agressividade, ataques de pânico, paranóia, alucinações, insônia e falta de apetite.

Complicações do consumo de cocaína

a.) Complicações cardiovasculares da cocaína

A cocaína causa aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e do consumo de oxigênio do coração, além de ser um vasoconstrictor, diminuindo o aporte de sangue pelas artérias coronárias. Estes efeitos ocorrem agudamente após o seu consumo e podem desencadear arritmias e isquemia, levando a dor no peito (angina), a infarto do miocárdio e até morte súbita (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA). A principal causa de infartos em jovens é o consumo de cocaína (leia: INFARTO EM JOVENS).

O uso de cocaína também favorece o infarto por estar associado a um maior depósito de gordura nas artérias. Portanto, o consumo de cocaína leva a lesão no coração tanto forma aguda com isquemia ocorrendo logo após o seu consumo, como de forma lenta e gradual por estimular a obstrução das coronárias.

A insuficiência cardíaca é outra complicação do uso crônico de cocaína (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA | CAUSAS E SINTOMAS)

b.) Complicações neurológicas da cocaína

Além do sintomas neurológicos já descritos, o consumo de cocaína também pode causar crise convulsiva (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas, tipos e como agir), agitação, hemorragia intracraniana e AVC (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL) e cefaléia (dor de cabeça) crônica (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE).

O uso contínuo de cocaína pode levar a síndromes neurológicas com movimentos involuntários dos membros, tremores, e comportamentos estereotipados, com repetições de movimentos.

O uso crônico de cocaína está associado a taxas mais altas de suicídio.

c.) Complicações respiratórias da cocaína

o consumo intranasal de cocaína leva a rinite crônica, sinusite (leia: SINUSITE | RINOSSINUSITE | Sintomas e tratamento), perfuração do septo nasal, úlceras de orofaringe e necrose da mucosa nasal.

A cocaína quando consuma por fumo (crack) pode causar queimaduras das vias aéreas superiores, além de lesões pulmonares como asma, pneumotórax (leia: PNEUMOTÓRAX | Causas, sintomas e tratamento), embolia pulmonar (EMBOLIA PULMONAR | Sintomas e tratamento) e hemorragia pulmonar (leia: TOSSE E ESCARRO COM SANGUE | Principais causas).

Pulmão do crack

O pulmão do crack é uma síndrome que ocorre devido a hemorragia nos alvéolos pulmonares causada pelo fumo de crack (para entender o que são os alvéolos, leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento). Os pacientes se apresentam com tosse, muitas vezes com escarro sanguinolento, falta de ar, febre e Às vezes, insuficiência respiratória, necessitando intubação e ventilação mecânica.

d.) Complicações gastrointestinais da cocaína

Usuários de cocaína apresentam um taxa elevada de úlceras gástricas e perfurações. A cocaína também é causa de infarto intestinal e colite isquêmica. Também são mais comuns a isquemia do pâncreas e do baço.
Dr. Pedro PinheiroAutor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.


MACONHA | Efeitos no organismo

A marijuana ou maconha é uma droga produzida a partir da planta da espécie Cannabis sativa. A substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). O THC pode ser consumido através do fumo, da inalação, por via oral ou até intravenoso. A biodisponibilidade do THC quando fumado é de cerca de 20%, ou seja, se cada cigarro de maconha possui algo em torno de 30mg de THC, apenas algo em torno de 6mg serão absorvidos.

Além da maconha existem outras 2 formas comuns de se processar a cannabis: o haxixe que também é fumado e apresenta maiores concentrações de THC, e o Hashoil ou óleo de cannabis, que é a forma líquida e mais potente da droga.

Existe muita emoção e pouca informação no debate sobre a legalização da maconha. Se por um lado existe o falso mito da sua relativa inocuidade, também faz pouco sentido aceitar o uso indiscriminado de álcool e cigarro e demonizar apenas a maconha.

Foto da Maconha - Cannabis sativaAs informações que darei serão principalmente sobre os efeitos deletérios da maconha sobre o organismo.

Desde já deixo registrado que sou contra o uso da maconha, mas não contra a descriminalização da mesma. Assim como também não indico o uso de álcool a nenhum paciente mas não sou contra a sua comercialização, e nem sou hipócrita de dizer que não bebo um chope (imperial, em Portugal) de vez em quando.

Tenho minhas dúvidas sobre a eficácia da proibição da maconha sobre o seu consumo. Qualquer pessoa que tenha contato com jovens sabe que o seu consumo é altíssimo em qualquer classe social. Talvez a legalização transformasse um problema policial em um problema médico, com os recursos dos impostos cobrados sobre sua venda voltados para a saúde e esclarecimento do público.

Existem estimativas no Rio de Janeiro que para cada morte diretamente associada ao uso de drogas, existem 40 mortes pela criminalidade gerada pela tráfico. Quer dizer, a proibição é muito mais danosa que a própria droga.

Em vários países da Europa o porte da maconha já foi descriminalizado, criando-se serviços de acompanhamento dos usuários. Trata-se a droga como caso de saúde e não exclusivamente de polícia. O crime caiu e não houve aumento no número de usuários.

Acho que para ser a favor ou contra qualquer coisa, é necessário primeiro ter informações sobre o assunto.

Mas esse texto não sobre a liberação ou não da maconha. É sobre os seus efeitos no organismo. A partir de agora, todos as minhas opiniões serão deixadas de lado e as afirmações que seguem abaixo serão todas baseadas em resultados de trabalhos científicos publicados nas mais conceituadas revistas médicas do mundo.

Maconha causa dependência?

O termo dependência em psiquiatria é aplicado:
- Quando há consumo repetido de uma substância mesmo sabendo que ela está trazendo consequências físicas ou psicológicas.
- Quando um indivíduo consome grandes quantidades de uma substância durante longos períodos de tempo.
- Quando o usuário tem dificuldades em reduzir a quantidade ou a frequência do consumo desta substância.
- Quando começa a surgir tolerância ao princípio ativo, sendo necessárias maiores doses para se atingir os efeitos desejados.
- Quando o usuário despende grande parte do dia tentando obter a droga, usando-a, e/ou se recuperando dos seus efeitos.
- Quando o tempo de lazer e de atividade física é substituído pelo tempo de uso da droga.
- Quando o paciente sente sintomas físicos ou psicológicos se ficar muito tempo sem usar a droga.

Ao contrário do que algumas correntes divulgam, a maconha pode causar dependência sim. Cerca de 30% das pessoas que experimentam a droga tornam-se usuários regulares e 10% criam dependência. Ou seja, 1 a 10 cada usuários se tornarão dependentes, uma taxa semelhante ao que ocorre com o álcool, porém, bem menor do que com o cigarro.

Usuários pesados podem apresentar síndrome de abstinência quando interrompem o seu uso crônico. Os sintomas podem durar semanas e incluem insônia, depressão, náuseas, agressividade, anorexia e tremores.

A maconha apresenta cerca de 60 derivados canabinóides diferentes sendo o tetrahidrocanabinol (THC) a substância mais psicoativa. Ao longo dos últimos 50 anos as concentrações de THC na maconha vêm aumentando progressivamente, saindo de cerca de 5% na década de 1960 para até 15% nos dias de hoje, o que justifica uma maior taxa de pacientes dependentes atualmente, apesar do pico de consumo ter ocorrido no final da década de 70, época em que mais 60% dos jovens admitiam usar a droga.

Também há clara relação entre o uso de maconha e uma maior chance de consumo de outras drogas. A maconha é a chamada porta de entrada para drogas mais pesadas. Um trabalho realizado na Alemanha em 2001 com jovens entre 14 e 24 anos consumidores regulares de maconha, evidenciou que os mesmo também consumiam outras drogas em taxas percentuais mais altas do que na população geral:

Álcool - 90%
Nicotina - 68%
Cocaína - 12%
Estimulantes - 9%
Alucinógenos - 6%
Opióides - 3%
Sedativos - 1%

Quanto mais cedo se começa a fumar maconha, maior o risco do consumo de outras drogas. Este raciocínio vale também para o cigarro e o álcool.

Efeitos agudos da Maconha

A chamada "onda" que o consumo de maconha causa, recebe em medicina o nome de intoxicação aguda pelo THC. Quando fumado, o THC é rapidamente absorvido pelos pulmões, chegando ao cérebro em poucos minutos. O pico de euforia costuma acontecer em 10 a 30 minutos e a intoxicação pode durar por até 4 horas.

A maconha é das drogas que causam intoxicação mais branda, não havendo relatos de mortes induzidas unicamente pelo seu consumo. Porém, é muito comum encontrar níveis de THC sanguíneos naqueles que chegam aos hospitais com overdose por outras drogas.

Logo após o seu consumo, surge a sensação de estar "alto", com euforia, sensação de prazer, diminuição da ansiedade, relaxamento e aumento da sociabilidade. Porém, em pessoas que a usam pela primeira vez ou naquelas com predisposição para distúrbios psiquiátricos como ansiedade e depressão, os sintomas podem não ser tão prazerosos, ocorrendo ataques de pânicos, profunda sensação de tristeza, crises de ansiedade e isolamento do grupo.

Outros sinais psicológicos que podem ocorrer durante a intoxicação são:

- Distorções do tempo
- Perda da memória recente
- Diminuição da atenção e concentração
- Paranóia
- Pensamentos míticos
- Sentimento de grandiosidade
- Despersonalização

Além dos efeitos psicológicos, o consumo de maconha também desencadeia uma série de efeitos físicos que incluem:

- Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos)
- Aumento de pressão arterial (em doses muito elevadas pode causar queda da pressão)
- Aumento da frequência respiratória
- Hiperemia conjuntival (olhos vermelhos)
- Boca seca
- Aumento do apetite
- Letargia e redução dos reflexos

O mais importante é saber que alterações da concentração, dos reflexos e da performance motora podem durar até 24h, muito tempo depois do fim da sensação de estar "alto". Os efeitos da maconha consumida na noite anterior podem estar presentes nos usuários que vão dirigir ou trabalhar no dia seguinte, apesar dos mesmos, muitas vezes, não terem consciência disto. Este fato pode ser especialmente perigoso em profissionais como pilotos, cirurgiões, motoristas e pessoas que manuseiam maquinaria pesada.

Efeitos da maconha na pressão arterial e no coração

A maconha apesar de agir diretamente nos vasos sanguíneos causando relaxamento do mesmos e, consequentemente, diminuição da pressão arterial, também age aumentando a liberação de adrenalina, aumentando a frequência cardíaca e do volume de sangue bombeado pelo coração a cada batimento, ações que colaboram para elevação da pressão arterial.

Quanto maior a dose, maior é o efeito de vasodilatação. Em doses baixas a tendência é a pressão subir. Em doses elevadas pode ocorrer até mesmo hipotensão. O problema é que este efeito vasodilatador da maconha tende a ficar menos evidente com o uso crônico, fazendo com que os efeitos que elevam a pressão sejam mais efetivos a longo prazo.

A liberação de adrenalina, o aumento da frequência cardíaca e a vasodilatação aumentam o consumo de oxigênio pelo coração podendo desencadear eventos isquêmicos em pessoas com doença cardíaca prévia. Estes pacientes podem ter seu quadro agravado pela maconha e o risco de infarto é 5x maior nos primeiros 60 minutos após o seu consumo. O consumo da maconha também pode desencadear arritmias cardíacas como a fibrilação atrial.

Efeitos da maconha no sistema respiratório

Outro dado pouco divulgado é que a fumaça da maconha possui 4x mais alcatrão e 50% mais substâncias carcinogênicas que o cigarro, além de ser fumado sem filtro e ser muito mais tragado, o que causa uma maior inalação de partículas irritativas para as vias aéreas e pulmões. O consumo de 3 cigarros de maconha parece equivaler ao de 20 cigarros comuns. A grande diferença é que a maioria das pessoas usa a maconha em menores quantidades e normalmente abandona o hábito com a idade.

Pessoas que fumam mais de 3 cigarros de maconha por dia costumam apresentar problemas respiratórios semelhantes aos fumantes comuns, incluindo tosse, catarro e diminuição da capacidade para exercícios. O uso crônico de maconha esta relacionado a um maior risco de DPOC (enfisema pulmonar/bronquite crônica) (leia: DPOC - ENFISEMA E BRONQUITE CRÔNICA).

Fumar maconha também aumenta o risco de pneumotórax espontâneo (leia: O QUE É UM PNEUMOTÓRAX ?).

Maconha e câncer

Como o consumo concomitante de cigarro é extremamente comum, é muito difícil de se estabelecer a magnitude dos riscos do uso da maconha isoladamente. É difícil encontrar pessoas que fumem apenas maconha durante um período de tempo suficiente para o desenvolvimento de um câncer.

O consumo de cigarro está relacionado a inúmeros cânceres (leia: CONSEQUÊNCIAS DO CIGARRO), mas o uso de maconha, baseado nos atuais trabalhos científicos, só pode ser atribuído aos cânceres de pulmão e bexiga. Isto não significa que a maconha isoladamente não cause outros cânceres, como o de cabeça e pescoço. Significa apenas que este fato ainda não foi 100% comprovado, apesar de haver fortes indícios para tal.
Um exemplo destes fortes indícios está no fato de que usuários apenas de maconha apresentam alterações moleculares nas vias respiratórias semelhantes às lesões pré-cancerígenas que os fumantes comuns desenvolvem antes do aparecimento do câncer de pulmão, sendo, portanto, altamente provável que a maconha também seja causa deste tipo de câncer. Outro dado importante é que indivíduos que fumam cigarro e maconha comprovadamente apresentam um risco ainda maior de câncer de pulmão quando comparados com fumantes apenas de cigarro. Logo, se por um lado o risco de câncer com o uso isolado de maconha é difícil de ser quantificado, por outro, já se sabe que o seu consumo regular potencializa os riscos de câncer do cigarro.

Maconha na gravidez

Devido a falsa crença da inocuidade da maconha, esta é a droga ilícita mais usada durante a gravidez.

Até o momento não há evidências de que o consumo de maconha aumente o risco de má-formações, abortos ou partos prematuros. Porém, em gestantes que fumam mais de 6 cigarros de maconha por semana, os filhos apresentam, a partir dos 2 anos de idade, menor aptidão verbal e menor capacidade de memória que outras crianças. Estas crianças também apresentam maior risco de hiperatividade e depressão. Existe também trabalhos que mostram um maior risco de leucemias em crianças cuja mães fumaram cigarros comuns e maconha durante a gravidez (LEUCEMIA | Sintomas e Tratamento).

Outros problemas de saúde causado pelo uso crônico de maconha

- Redução dos níveis de testosterona
- Diminuição da motilidade dos espermatozóides e infertilidade
- Redução da libido
- Impotência (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento)
- Alterações do ciclo menstrual
- Ginecomastia (crescimento de mamas em homens) (leia: GINECOMASTIA (mama masculina))
- Galactorréia (secreção anormal de leite pelas mamas)
- Alterações de memória
- Aumento da incidência de periodontites

Pacientes portadores de hepatite C que fumam maconha apresentam maior risco de evoluírem para cirrose e câncer de fígado (leia: CAUSAS E SINTOMAS DA CIRROSE HEPÁTICA e ENTENDA A HEPATITE C).

O uso crônico de maconha também aumenta os riscos de se desenvolver doenças psiquiátricas como esquizofrenia e depressão.

Existe hoje uma síndrome chamada em inglês de "chronic cannabis syndrome". Descreve usuários pesados de longa data que apresentam dificuldades cognitivas e menores conquistas profissionais e acadêmicas. Normalmente são pessoas com menos ambições profissionais e que acabam em empregos que exigem menor capacidade de raciocínio e concentração.

Apesar de todos esses problemas, a maconha também pode ser usada com agente medicinal. O THC e derivados podem ser encontrado em comprimidos, inaladores e adesivos para pele. Seu uso inclui:

- Tratamento de vômitos incoercíveis
- Tratamento de soluços de difícil controle
- Tratamento da caquexia em SIDA (AIDS) e cânceres (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
- Tratamento do Glaucoma (leia: GLAUCOMA | Sintomas e tratamento)
- Redução dos sintomas da esclerose múltipla (leia: ESCLEROSE MÚLTIPLA | Sintomas, diagnóstico e tratamento)
- Tratamento da dor crônica

Quanto tempo depois de consumida, a maconha ainda pode ser detectada por exames?

Esta é uma pergunta que tem me sido feita com frequência, principalmente por aqueles que vão realizar exames admissionais em empresas.

Normalmente o doseamento do THC é feito através de uma análise de urina, mas também pode ser feito pelo sangue. A metabolização do THC é muito individual, e portanto, não existe um número de dias de intervalo que seja seguro para todos os usuários. A pesquisa é feita pelo principal metabólito do THC, o delta-9-tetrahidrocanabinol (D9THC).

Em média 90% do D9THC é eliminado do organismo nos primeiros 5 dias após o uso, porém seus níveis podem ser detectados por mais de 1 mês em caso de usuários assíduos. Usuários esporádicos podem ficar livres do THC em apenas 3 dias.

É preciso saber que análises simples de urina e sangue não costumam investigar a presença de THC. O laboratório só fará essa pesquisa se na solicitação médica houver um pedido específico para tal.

MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo


 

 
Conheça todos os malefícios do cigarro, veja imagens de doenças relacionadas ao fumo e, por fim, descubra como buscar ajuda para abandonar este vício.





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Nenhum tipo de publicação médica que se proponha a conscientizar a população sobre saúde pode deixar de lado o assunto tabagismo. Os dados falam por si só. O cigarro é hoje a principal causa de morte prevenível no mundo. Uma a cada dez mortes em todo o planeta está relacionada ao tabaco. Isto significa 5,5 milhões de óbitos por ano ou 1 morte a cada 6 segundos por doenças causadas pelo fumo.

Para se ter uma idéia da tragédia que é o cigarro, morrem mais pessoas de doenças relacionadas ao tabagismo do que de SIDA (AIDS), câncer de mama e acidentes automobilísticos juntos.

Os gastos anuais no mundo com os problemas de saúde do tabagismo ultrapassam os 200 bilhões de dólares. Pessoas que fumam consomem em média 40% mais recursos dos sistemas de saúde que os não fumantes.

Cigarro pulmão
Pulmão normal x pulmão do fumante
O Brasil gasta perto de meio bilhão de reais no tratamento das doenças relacionadas ao fumo. Nos EUA trabalhos mostram que a cada dólar investido em programas de prevenção ao fumo, poupa-se 50 dólares do sistema de saúde. Portanto, pode-se dizer que cigarro também causa "câncer" no orçamento da saúde.

As principais causas de morte relacionadas ao tabaco são as doenças cardiovasculares, o câncer de pulmão e a DPOC (enfisema e bronquite cônica)

Cerca de 20% da população adulta é fumante. 70% destes, quando questionados, expressam desejo de parar de fumar e 40% afirmam já terem tentado pelo menos uma vez largar o vício. A taxa de sucesso, porém, é menor que 10%.

Um fumante de longa data tem sua expectativa de vida reduzida em cerca de 10 anos, e pelo menos 50% dos fumantes morrerão de alguma doença diretamente causada pelo cigarro.

Um simples cigarro contém mais de 4000 substâncias químicas, pelo menos 400 delas sabidamente tóxicas ao organismo e mais de 50 reconhecidamente carcinogênicas (que causam câncer).

Se você quiser ver fotos fortes sobre algumas das doenças causadas pelo cigarro listadas abaixo, clique no link: DOENÇAS CAUSADAS PELO CIGARRO | Fotos.

Principais doenças e problemas relacionadas ao cigarro:

- Alzheimer (leia: MAL DE ALZHEIMER | Sintomas e diagnóstico).
- Aneurismas da artéria aorta (leia: O QUE É UM ANEURISMA?).
- Artrite reumatoide (leia: ARTRITE REUMATOIDE).
- Asma.
- AVC (derrame) (leia: AVC (acidente vascular cerebral)).
- Câncer de bexiga.
- Câncer da boca e língua.
- Câncer de colo do útero (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina).
- Câncer de cólon e pólipos intestinais (leia: PÓLIPOS INTESTINAIS | O que são, sintomas e tratamento).
- Câncer do esôfago.
- Câncer do estômago.
- Câncer de laringe.
- Câncer do pâncreas.
- Câncer de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas, diagnóstico e tratamento).
- Câncer de pulmão (leia: CÂNCER DE PULMÃO | Cigarro e outros fatores de risco).
- Câncer do rim.
- Catarata.
- Celulite (leia: CELULITE | Causas e Tratamento).
- Degeneração macular (leia: DEGENERAÇÃO MACULAR | Causas e sintomas).
- Dismenorreia (cólicas menstruais) (leia: CÓLICA MENSTRUAL | Sintomas e tratamento).
- Doença de Crohn (leia: DOENÇA DE CROHN | RETOCOLITE ULCERATIVA).
- DPOC | Bronquite e enfisema pulmonar (leia: DPOC - ENFISEMA E BRONQUITE CRÔNICA) .
- Envelhecimento precoce.
- Gangrena e amputações.
- Glomerulonefrites (leia: GLOMERULONEFRITE | O que é, sintomas e tratamento.) .
- Hemorroidas (leia: HEMORROIDAS | Sintomas e tratamento).
- Hipertensão (leia: HIPERTENSÃO (PRESSÃO ALTA)).
- Impotência sexual (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento).
- Incontinência urinária (leia: INCONTINÊNCIA URINÁRIA | Causas, tipos e diagnóstico) .
- Infarto do miocárdio (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA).
- Infarto fulminante (leia: INFARTO FULMINANTE | Causas e sintomas).
- Infertilidade.
- Insuficiência renal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).
- Insuficiência venosa e varizes dos membros inferiores (leia: VARIZES | Causas e Tratamento).
- Lesões odontológicas.
- Leucemias (leia: LEUCEMIA).
- Mau hálito (leia: SAIBA COMO ACABAR COM O MAU HÁLITO).
- Menopausa precoce (leia: MENOPAUSA | Sintomas e causas).
- Osteoporose (leia: SINTOMAS E TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE).
- Neuropatia óptica.
- Perda da audição (leia: SURDEZ | Deficiência auditiva no idoso)
- Pneumotórax (leia: PNEUMOTÓRAX).
- Pneumonia (leia: SINTOMAS DA PNEUMONIA).
- Psoríase (leia: PSORÍASE | Tipos e sintomas).
- Redução do paladar e do olfato.
- Rinite alérgica (leia: RINITE ALÉRGICA | Sintomas e tratamento).
- Úlceras de estômago e gastrite (leia: GASTRITE E ÚLCERA GÁSTRICA).
- Úlceras na pele.
- Vaginose bacteriana (leia: VAGINOSE BACTERIANA | Gardnerella vaginalis).

Fumo passivo

Já está comprovado que o fumo passivo pode levar às mesmas doenças do fumo ativo. Por isso, as leis anti-tabagismo, cada vez mais restritivas em todo mundo, não são apenas uma questão de não-fumantes incomodados com o cheiro da fumaça dos fumantes. É uma questão de saúde pessoal e pública.

Cânceres de pulmão em não-fumantes são pouco comuns, mas boa parte destes acometem pessoas que moram na mesma casa de um fumante. 90% dos cânceres de pulmão ocorrem em fumantes, os restantes 10% ficam em boa parte com os fumantes passivos. Um não-fumante casado com um fumante tem 20% mais de chances de morrer de câncer de pulmão e doenças cardiovasculares que não-fumantes não expostos ao fumo passivo. Não fumantes que vivem com fumantes apresentam uma mortalidade até 15% maior que pessoas sem contato frequente com o cigarro.

Filhos de pais que fumam, expostos ao fumo passivo intra-domiciliar por pelo menos 25 anos, tem o dobro de chances de desenvolver câncer de pulmão.

Recém-nascidos expostos ao cigarro durante a gestação apresentam quase 4x mais chances de morte súbita. O risco de má formação fetal em mães fumantes também é maior. Mulheres grávidas expostas ao fumo passivo apresentam bebês com baixo peso ao nascerem.

Benefícios de se interromper o fumo.

72 horas - Melhora a respiração.
1 mês - Aumenta a perfusão da pele melhorando sua aparência
3 a 9 meses - Os problemas respiratórios, como a tosse, desaparecem. A função pulmonar aumenta em 10%
1 ano - Risco de infarto cai pela metade
10 anos - Risco de câncer de pulmão cai pela metade
15 anos - Risco de infarto é igual ao de não fumantes.

Após 15 dias de abstinência do cigarro o risco de câncer cai em 90%, todavia, nunca será igual ao de quem nunca fumou.

ATENÇÃO: Não existe quantidade segura de cigarros nem cigarro light. Quem fuma está sujeito a todos esses riscos, seja apenas um cigarro ou três maços por dia. Obviamente, quanto maior a quantidade, maior o risco.

Alguns trabalhos científicos tentaram avaliar o benefício da redução da carga tabágica em até 50% como alternativa para aqueles que tem dificuldade em largar o fumo. Nenhum conseguiu mostrar vantagens, a mortalidade permanece a mesma. Os benefícios só ocorrem para quem abandona de vez o vício.

Cigarro - envelhecimento
Irmãs gêmeas idênticas. A da direita é fumante; a da esquerda nunca fumou.
Como parar de fumar | Opções para o tratamento do tabagismo

A nicotina é uma substância psicoativa capaz de causar grande dependência física. A ausência de nicotina na circulação de pessoas viciadas em cigarros causa intenso desejo de fumar e sintomas de abstinência como:

- Irritabilidade
- Insônia
- Angústia
- Aumento do apetite
- Ansiedade
- Dificuldade de concentração
- Depressão

Algumas substâncias como café e álcool sevem como gatilhos para o desejo de fumar.

Na hora que se decide tentar parar de fumar é importante lembrar que o ato de fumar além de ser uma dependência física, é também um comportamento adquirido, que podemos simplificar chamando de "força do hábito".

Por isso, o tratamento psicológico pode ser tão importante quanto o medicamentoso, descrito seguir. A pessoa tem que realmente desejar para de fumar.

1.) Reposição de nicotina

Pode-se oferecer nicotina sem o cigarro através de adesivos de pele, gomas de mascar (pastilha elástica) ou spray nasal.

A quantidade de nicotina oferecida desta maneira é menor que no cigarro, por isso, acaba sendo mais fácil abandonar o tabaco e depois a reposição de nicotina do que cortar o fumo e a nicotina de uma só vez.

2.) Bupropiona (Zyban)

A bupropiona é um antidepressivo especialmente eficaz no controle da dependência da nicotina. O tratamento é normalmente feito com 12-24 semanas de uso da droga.

3.) Vareniclina

A Vareniclina é uma droga que age nos receptores cerebrais de nicotina, "enganando" o cérebro que acha que está recebendo nicotina. O tratamento também dura 12 a 24 semanas.

Atenção: Tanto a Vareniclina como a Bupropiona são drogas, por isso, podem apresentam efeitos colaterais e apresentam algumas contra-indicações. Não se deve tomar esses medicamentos por conta própria, sem avaliação médica, sob o risco de graves efeitos adversos.

O tratamento da dependência do cigarro é feito com aconselhamento médico associado a terapia medicamentosa. Quando se dissocia um do outro, os resultados não são bons.
Dr. Pedro PinheiroAutor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.


INTERAÇÃO DO ÁLCOOL COM REMÉDIOS E ENERGÉTICOS

 
Saiba quais os remédios não podem ser misturados com álcool e o que é o efeito antabuse.

O uso de remédios junto com álcool é reconhecidamente danoso, mas por incrível que pareça, essa associação ainda é extremamente comum por parte da população.

A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.



1.) Álcool potencializando o efeito de um medicamento

Quando as enzimas que metabolizam o medicamento são as mesmas do álcool, estas ficam "ocupadas" processando o etanol, fazendo com que o remédio permaneça mais tempo e em maior concentração na corrente sanguínea. Em alguns casos esta pode ser a diferença entre a intoxicação ou não.

2.) Álcool inibindo a ação de um medicamento

Este processo ocorre em bebedores crônicos. O estimulo alcoólico constante no fígado faz com que haja um aumento no número de enzimas hepáticas. Quando um medicamento chega no fígado há um excesso destas para metabolizá-lo, inativando a droga muito mais rapidamente do que de costume. Este excesso de enzimas podem permanecer por semanas após cessar-se o consumo de álcool.

O estimulo constante do etanol e seus metabólitos também podem gerar enzimas que transformam substancias não tóxicas em metabólitos tóxicos.

3.) Álcool agindo no mesmo sítio dos medicamentos

Outra maneira de potencialização de remédios é quando estes, assim como o etanol, também atuam sobre o sistema nervoso central, como no caso de narcóticos e sedativos. Este sinergismo pode causar uma intensa e perigosa sedação.

4.) Remédios aumentando o efeito do álcool

Alguns medicamento inibem as enzimas que metabolizam o álcool, aumentando seus efeitos e seu tempo de permanência no organismo, potencializando as lesões do álcool no organismo.

Alguns exemplos de interação álcool-medicamentos:

- ANESTÉSICOS : O uso de álcool dificulta a ação dos anestésicos, sendo necessária doses maiores para a indução anestésica em atos operatórios. Também potencializa os efeitos tóxicos destes medicamentos para o fígado.

- ANSIOLÍTICOS ( BENZODIAZEPINAS): Aumentam o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória.

- ANTABUSE (dissulfiram) : Antabuse ou Antabus é o principal nome comercial de uma droga chamada Dissulfiram, que inibe a enzima acetaldeído desidrogenase impedindo a transformação do metabólito tóxico acetaldeído em ácido acético, que é menos tóxico . O acúmulo desta substância tóxica causa efeitos como vômitos, palpitação, cefaleia (dor de cabeça), hipotensão, dificuldade respiratória e até morte.

O Dissulfiram é uma substância usada no tratamento do alcoolismo, pois o mesmo faz com que pequenas doses de álcool provoquem efeitos muito desconfortáveis. O doente toma o primeiro copo e começa a se sentir mal, parando imediatamente de beber. Isso acontece porque com o bloqueio da metabolização do acetaldeído, que é uma substância muito tóxica, sua concentração sanguínea chega a ficar 10x maior do que acontece normalmente. Com isso, pequenas doses de álcool levam a níveis de acetaldeídos maiores do que ocorrem em muitos "porres". Em 15 minutos o paciente já começa a sentir os efeitos desagradáveis. Até pequenas quantidades de álcool como em doces e molhos podem causar os sintomas.

Elevadas doses de álcool em quem faz uso de antabuse podem ser fatais.

- ANTIBIÓTICOS: Existe um conceito de que misturar antibióticos e álcool é perigoso e pode inativar o primeiro. Isto é uma verdade parcial.

Realmente a associação de álcool com alguns antibióticos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, descrito acima.

São eles:
Metronidazol (Flagyl®)
Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim®)
Tinidazole (Tindamax®)
Griseofulvin (Grisactin®)

Outros antibióticos como Cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida também não devem ser tomados com álcool pelo perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.

Em ralação aos outros antibióticos não há relatos de interação. Porém, deve-se lembrar que o álcool inibe o sistema imune e dificulta o combate contra agentes infecciosos. Portanto, não é inteligente beber enquanto se está com uma infecção.

- ANTICOAGULANTES: O álcool aumenta o efeito anticoagulante da Varfarina (Marevan®, Varfine®, Coumadin ®) podendo causar hemorragias. (leia: INTERAÇÕES COM A VARFARINA)

- ANTICONVULSIVANTES: Aumentam os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas, tipos e como proceder).

- ANTIDEPRESSIVOS: Aumentam as reações adversas, o efeito sedativo e diminui a eficácia dos antidepressivos. Pode também causar picos hipertensivos.(leia: ANTIDEPRESSIVOS: Escitalopram, Citalopram, Fluoxetina, Sertralina e Paroxetina).

- ANTI-INFLAMATÓRIOS: Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Aspirina (AAS) aumenta os efeitos do álcool. (leia: AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS DOS ANTI-INFLAMATÓRIOS)

- ANTI-HIPERTENSORES: Reduzem a eficácia, causam tonturas e arritmias cardíacas

- ANTI-HISTAMÍNICOS (ANTIALÉRGICOS): Aumenta o efeito sedativo e causa tonturas e desequilíbrio.

- HIPOGLICEMIANTES (ANTIDIABÉTICOS): Também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

- PARACETAMOL: Aumenta o risco de hepatite medicamentosa.

- PROTETORES GÁSTRICOS: Aumenta o efeito do álcool e os efeitos colaterais do medicamento.

E quanto a misturar álcool com bebidas energéticas?

A associação de álcool com energéticos tipo Red Bull tem sido cada vez mais comum entre jovens, principalmente em festas e casas noturnas.

álcool e bebidas energéticas (red bull)As bebidas energéticas são ricas em substâncias estimulantes, nomeadamente cafeína, guaraná, taurina e efedrina. Existe a falsa crença de que esses estimulantes retardariam os efeitos depressores do álcool, sendo possível beber em grandes quantidades e não ficar bêbado. Algumas pessoas inclusive acreditam que as bebidas energéticas permitem que se conduza veículos mesmo após ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

Na verdade, a associação de álcool com energéticos realmente leva a percepção de uma menor embriaguez, porém, o fato é que, após testes de habilidades motoras, acuidade visual e reflexos, fica-se claro que a intoxicação pelo álcool é exatamente igual. Isso é extremamente perigoso pois o consumidor tem maior dificuldade em reconhecer que não está apto a conduzir ou efetuar outras tarefas motoras.

O consumidor fica tão bêbado quanto se não tivesse tomando energéticos, o problema é que ele não consegue se dar conta do fato. A inibição da percepção de embriaguez também faz com que as pessoas acabem ingerindo mais álcool do que conseguiriam se não estivessem tomando concomitantemente tantos estimulantes, facilitando a ocorrência de complicações como o coma alcoólico.

Assim como o álcool, todos essas substâncias estimulantes, quando em excesso, podem causar arritmias cardíacas. Como essa associação é normalmente feita em pessoas jovens e sadias, os risco de complicações são menores, porém, existem vários relatos de convulsões e morte súbita de origem cardíaca em pessoas que exageram nesta associação.

A cafeína também é um diurético e o seu abuso em conjunto com o álcool pode levar a desidratação e piorar os sintomas da ressaca no dia seguinte.

Como se pode comprovar, o álcool interage com as principais classes de drogas. Na dúvida opte pelo mais seguro, não consuma álcool se estiver usando medicamentos.
Dr. Pedro PinheiroAutor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Secretaria da Saúde amplia faixa etária de vacinação da hepatite B

 

Secretaria da Saúde amplia faixa etária de vacinação da hepatite B
Em 1996, a OMS- Organização Mundial de Saúde fez a indicação universal da vacina contra Hepatite B. Já, no ano de 1998, o Brasil implantou em todo o território nacional a imunização contra a Hepatite B em seu calendário de vacinação. Desde sua implantação a vacina contra hepatite B tem ampliado sua faixa etária de abrangência no intuito de garantir a prevenção do maior número possível de pessoas.
A partir de janeiro de 2012, a faixa etária atendida que compreendia de 19 a 24 anos foi ampliada para pessoas com até 29 anos, 11 meses e 29 dias. Cabe, no entanto, ressaltar que para os grupos mais vulneráveis, a vacina está disponível independente da idade. Entre outros, a OMS considera como grupo de risco as gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários, doadores de sangue e coletores de lixo domiciliar e hospitalar.
No que se refere às crianças, atualmente a vacina é administrada na maternidade durante as primeiras doze horas de vida do recém-nascido. A segunda dose com 30 dias e 180 dias da primeira para a terceira.
Em Cotia, a Secretaria da Saúde realiza a imunização da hepatite B durante o ano inteiro. Para se imunizar basta comparecer a uma das UBS`s (Unidades Básicas de Saúde) portando a carteira de vacinação ou documento de identidade. A vacina não é administrada nas unidades de Pronto Atendimento- (unidades específicas para atendimentos de urgência e emergência).
Para mais informações, entre em contato com o departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde pelo telefone: 4616-9115.
Previna -se contra a hepatite!
O processo de imunização contra o vírus da hepatite tem três etapas. O paciente toma a primeira dose, com 30 dias toma a segunda e, cinco meses depois, recebe a terceira.
A hepatite atinge o fígado e pode ser transmitida através de relação sexual e do compartilhamento de objetos pessoais, como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente e alicates de unha.
Pode ser transmitida também por meio da mãe portadora da hepatite B para o bebê no parto (nascimento).
Fonte:Site da Prefeitura de Cotia.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Goianienses investem em sacolas ecológicas

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Fernando Dantas

Goiânia - Uma mudança de postura empresarial e do cliente pode ser vista em curso, principalmente em grandes redes de supermercados no Brasil. O estímulo aos consumidores para o uso de sacolas retornáveis (as ‘ecobags’), consideradas ambientalmente corretas, tem conquistado espaço no mercado nacional. Em Goiânia, é possível encontrar supermercados e empreendimentos que oferecem aos seus clientes a oportunidade de levar as compras para casa em sacolas retornáveis, cobrando valor de custo mais baixo pela embalagem.
Essa nova realidade levou dois empreendedores goianienses a idealizar a abertura de um negócio para a produção de sacolas sustentáveis. Aueder Domingues Araújo, de 36 anos, que já trabalhou como porteiro, e Gerlind Carvalho Matos, de 38, formada em jornalismo, criaram há cerca de um ano a marca Sacolas Verdes. Eles fabricam ‘ecobags’, comercializadas para empresas e eventos.
Gerlind é empreendedora individual (resgistrada) e Aueder atua como colaborador do negócio. Para 2012, A intenção da dupla é mudar a categoria da Sacolas Verdes para microempresa.
Mercado promissor
A Sacolas Verdes comercializa suas encomendas por telefone ou e-mail. A produção das peças é terceirizada, enquanto os orçamentos, encomendas, entregas, pedidos de sacolas e divulgação são de responsabilidade de Aueder e Gerlind. “Trata-se de um mercado promissor, com tendência de crescimento, pois o consumidor desperta para a importância da atitude sustentável”, considera Aueder.
As Sacolas Verdes, chamadas de green bags, são feitas de tecido, 100% ecológicos, resistentes e em tamanhos distintos. As peças também podem ser personalizadas, segundo o pedido do cliente.