MÃE TERRA

"TUDO O QUE EXISTE E VIVE PRECISA SER CUIDADO PARA CONTINUAR A EXISTIR E A VIVER:UMA PLANTA,UM ANIMAL,UMA CRIANÇA,UM IDOSO,O PLANETA TERRA"

Leonardo Boff

terça-feira, 26 de julho de 2011

EMERGENCIA

SERVIÇO
Emergência!
Onde levar seu filho?
A cidade de São Paulo conta cerca de uma centena de hospitais, a maioria equipada para prestar pronto socorro infantil. Mas, nos momentos de angústia que marcam a necessidade de rápido e eficiente atendimento aos pequenos, os pais estão sujeitos à desatenção no que se refere à estrutura física e profissional de clínicas e hospitais.

O pronto socorro é a porta de entrada de uma instituição de saúde, a começar pelo atendimento. Tempo de espera não é o mais importante, já que pode variar de acordo com uma demanda aumentada, por exemplo, devido a condições climáticas. Mas já na triagem, quando o serviço de enfermagem avalia o quadro geral da criança e seus sinais vitais, é possível observar que qualidade de atendimento poderá ser obtida.

Informar-se sobre a estrutura oferecida – serviços de raio x, tomografia, ressonância magnética e laboratórios de análises clínicas não podem faltar – é uma forma simples de avaliar a capacidade de atendimento adequado. "Mas deve-se estar atento principalmente à equipe profissional que irá prestar o atendimento", afirma o pediatra Hamilton Henrique Robledo, co-responsável pelo Serviço de Urgência Pediátrica do Hospital e Maternidade São Camilo da unidade Pompéia.
Capacitação profissional
Ele lembra que não basta a presença de pediatras plantonistas. "É preciso ter uma equipe profissional na retaguarda." Cirurgião, pneumologista, cardiologista e neurologista com especialização pediátrica devem fazer parte do quadro do hospital e terem disponibilidade para o pronto atendimento. Além disso, o trabalho em unidades de pronto socorro requer formação especial, como cursos de emergência e constante reciclagem, diz Robledo. O pediatra informa que o tempo de espera desejável não deve ultrapassar uma hora, "porém, o mais importante é um bom atendimento e a resolução do problema", destaca. Também o pediatra Vanderlei Wilson Szauter, diretor clínico do Pronto Socorro Infantil Sabará, chama a atenção para a forma de atendimento e especialmente a orientação que os pais recebem após a consulta e procedimentos necessários para resolver o problema da criança. Sobre o tempo de espera, prefere não determinar um período máximo, assinalando que, de março a setembro, por exemplo, a procura cresce significativamente e não é possível fazer previsões.
Serviço público
A realidade é bastante diferente quando o pronto socorro procurado presta atendimento pelo SUS. No pronto atendimento do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, uma referência em atendimento público na cidade e no país, a demanda é muito grande e o tempo de espera pode ultrapassar a marca de duas horas. "A população que nos procura acha que aqui terá um atendimento melhor que no posto de saúde ou hospital de referência próximo de casa", diz a pediatra Silvia Maria de Araujo Shimomoto.

Ela explica que, por isso, apesar de bem equipado e com um quadro de 14 profissionais, o pronto socorro do instituto muitas vezes não consegue dar o suporte adequado a todos. O que ocorre é uma triagem rigorosa e, de aproximadamente 250 crianças que vão até lá todos os dias, uma média de 60 são de fato atendidas. As demais, que não requerem cuidados urgentes, são encaminhadas para outros locais.

A maioria das crianças atendidas no Instituto da Criança, informa a pediatra, têm doenças de base, que exigem tratamento especial, como imunodeficiências, câncer e problemas renais, entre outros. "Grande parte da população que nos procura quer acompanhamento pediátrico e investigação, o que pode ser feito nos postos de referência", esclarece.

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